Veja o trailer do filme Medeia
Sobre o que é Medeia
Medeia acompanha María José, uma jovem que divide seu tempo entre aulas na universidade, treinos de rugby e um namoro com Javier.
Por fora, a vida parece comum. Por dentro, ela está emocionalmente desligada de tudo ao redor.
O grande nó do filme é um segredo que ninguém à sua volta consegue enxergar: María José está grávida de alguns meses.
É um drama de câmara, exibido no BAFICI 2017, que trata do silêncio, do corpo feminino e da solidão sob uma camada de normalidade forçada.
Quando estreou e qual o legado
Exibido originalmente no BAFICI 2017, Medeia chamou atenção da crítica de festival por sua abordagem crua de temas delicados.
Não é um filme de grande circuito nem de bilheteria milionária. Vive no circuito de mostras, mostras universitárias e retrospectivas de cinema latino-americano contemporâneo.
A assinatura da diretora Alexandra Latishev Salazar é o que carrega a obra: um olhar feminino, contido, desconfortável.
Hoje, é lembrado como um exemplar do cinema de festival argentino que prefere o silêncio ao escândalo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a composição de María José é honesta. Nada nela é caricato nem melodramático. A câmera respeita o tempo interno da personagem.
A direção opta por uma mise-en-scène seca, sem floreios, deixando o peso da história recair sobre o olhar da protagonista.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Quem busca conflitos verbais ou reviravoltas pode achar o filme morno e até difícil de terminar.
É um trabalho de recorte, não de evento cinematográfico. Assista sabendo disso.
Curiosidades de bastidores
- O filme foi selecionado para a programação do BAFICI 2017, um dos principais festivais de cinema independente da América Latina
- A direção é de Alexandra Latishev Salazar, apostando em um cinema de escuta e contenção emocional
- A narrativa se constrói em cima de uma gravidez que os outros personagens se recusam a perceber, motor silencioso de toda a trama
Perguntas frequentes sobre Medeia
Medeia tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra antes dos créditos finais, sem adição de cenas extras.
Medeia vale a pena para quem não curte cinema lento?
Provavelmente não. O ritmo é contemplativo e exige tolerância a pausas longas e silêncios prolongados.
Medeia é uma adaptação do mito grego?
Não. Apesar do título, o filme é um drama contemporâneo argentino sobre uma jovem grávida, sem relação direta com a Medeia clássica de Pier Paolo Pasolini ou Lars von Trier.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de festival e drama psicológico que não temem narrativa contemplativa
- Interessados em representações realistas de gestação, corpo e solidão feminina
- Estudantes e admiradores do cinema argentino contemporâneo apresentado em mostras como o BAFICI
Título original: Medea
País de origem: Dinamarca
Data do lançamento: 31/12/1987
Distribuidora: Festival
Diretor: Alexandra Latishev Salazar, Pier Paolo Pasolini, Lars von Trier
Principais atores: