Veja o trailer do filme Maze Runner: Prova de Fogo

Maze Runner: Prova de Fogo

Maze Runner: Prova de Fogo

Do labirinto para o deserto

Thomas e os clareanos achavam que escapar do labirinto era o fim. Não era. Em Maze Runner: Prova de Fogo, o grupo acorda em um mundo pós-apocalíptico coberto por um deserto abrasador.

Na superfície, a radiação solar acabou com quase tudo. Os poucos sobreviventes viraram Cranks, criaturas que lembram zumbis, só que mais rápidas e com aparência grotesca. A WCKD, a corporação que controlava o labirinto, continua observando de longe.

O roteiro troca os corredores de pedra por estradas vazias, tempestades de areia e refúgios duvidosos. É menos suspense psicológico e mais perseguição física. A direção de Wes Ball mantém o tom sombrio, mas aposta no ritmo de ação de gênero distópico.

Para quem curte ficção científica YA e sobreviveu ao primeiro filme, a continuação entrega mais adrenalina. A classificação é 14 anos e a duração chega a 133 minutos.

Quando chegou às telas

Maze Runner: Prova de Fogo estreou em 17 de setembro de 2015 no Brasil, pouco depois do lançamento mundial em 18 de setembro. É a adaptação do segundo livro de James Dashner, continuação direta de Maze Runner - Correr ou Morrer (2014).

Nos Estados Unidos, o longa faturou cerca de 81 milhões de dólares, número respeitável para um filme de médio orçamento do segmento jovem adulto. A trilogia se completa com Maze Runner - A cura mortal (2018).

Na cultura pop, o filme consolidou Dylan O'Brien como protagonista de saga de sucesso. Hoje é lembrado como o capítulo que expandiu o universo para fora do labirinto, mesmo entre os fãs que criticam sua trama mais genérica.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência de fuga pelo deserto, com direito a tempestade de areia e tensão climática, é o melhor momento do filme. A fotografia de Gyula Pados valoriza o visual inóspito e os Cranks funcionam como ameaça concreta.

A escalação também ajuda: a entrada de Giancarlo Esposito e Aidan Gillen eleva o nível das cenas com a WCKD.

Ponto fraco: o roteiro central tropeça em reviravoltas previsíveis. Algumas motivações de personagens aparecem de forma abrupta, como a mudança de postura de Teresa.

Para um filme de aventura distópica, o ritmo é competente, mas falta o frescor claustrofóbico do primeiro longa.

Curiosidades de bastidores

  • O deserto de Prova de Fogo foi filmado em Albuquerque, no Novo México, e locações no Texas. A produção aproveitou o calor real de 40 °C para dar autenticidade às cenas.
  • Patricia Clarkson reprisou o papel de Ava Paige com direito a uma das reviravoltas mais comentadas da trilogia, que envolveu segredo de filmagem e reações vazadas em set.
  • Dylan O'Brien quase não voltou para a sequência por causa de uma lesão grave sofrida em 2016, mas seu retorno foi confirmado antes do acidente, garantindo sua participação no filme de 2015.

Perguntas frequentes

Maze Runner: Prova de Fogo tem cena pós-créditos?

Sim, há uma cena rápida no final dos créditos. Ela serve como gancho para a terceira parte, mas não muda a compreensão do filme.

É preciso ter assistido ao primeiro para entender este?

Sim. Prova de Fogo continua a história diretamente após o final de Maze Runner - Correr ou Morrer. Quem chega perdido vai demorar a entender quem é a WCKD e o que é um Crank.

O filme segue fielmente o livro de James Dashner?

Segue a premissa central, mas muda ordem de eventos, adiciona personagens como Brenda e Jorge e simplifica algumas revelações. Os fãs da literatura costumam notar as diferenças, mas aceitam o resultado.

Pra quem é este filme:

  • Fãs da saga: quem leu a trilogia de James Dashner e quer ver a transição entre o segundo e o terceiro livro.
  • Amantes de distopia jovem adulto: público que curte franquias como Jogos Vorazes, Divergente e a estética apocalíptica.
  • Caçadores de easter eggs: espectadores atentos a detalhes de elenco, já que a produção reúne atores de Game of Thrones, Breaking Bad e Maze Runner original.