Veja o trailer do filme Maria Antonieta

Maria Antonieta

Maria Antonieta

Sobre o que é Maria Antonieta

Adolescente, a princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada à França para se casar com o futuro Luís XVI (Jason Schwartzman) num acordo entre coroas.

Longe de casa, ela se vê presa em Versalhes, onde a etiqueta vira lei e as intrigas palacianas não dão trégua. A solução encontrada pela jovem rainha é construir uma bolha de luxo, festas, doces e vestidos — um refúgio de liberdade numa gaiola dourada.

Enquanto isso, lá fora, o povo francês já não aguenta esperar pela revolução. Dirigido por Sofia Coppola, o longa é menos um biografia histórica convencional e mais um retrato afetivo de uma mulher encurralada entre dois mundos.

Quando estreou e por que ainda importa

Maria Antonieta chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2007, pouco mais de um ano após a première no Festival de Cannes de 2006, onde dividiu críticas e arrancou aplausos pela coragem estética.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino, levou a estatueta da BAFTA pelo mesmo trabalho de Milena Canonero e rendeu a Sofia Coppola o prêmio de Melhor Filme noCritics' Choice Awards de 2007.

Hoje, quase duas décadas depois, o longa é lembrado como uma das maiores declarações de amor ao pop já feitas dentro de um drama histórico. A trilha sonora com New Order, The Cure e Aphex Twin virou referência obrigatória de anacronismo assumido — e continua citada em listas de melhor curadoria musical do cinema.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a reconstrução de Versalhes funciona como personagem próprio — macarons, sapatos plataforma, perucas altíssimas e uma fotografia que parece um quadro de Fragonard com filtro de revista de moda. A Kirsten Dunst entrega uma das interpretações mais carismáticas da carreira, com a vulnerabilidade logo abaixo da pose de rainha.

A trilha sonora é o outro trunfo: usar Gang of Four e The Strokes para embalar um drama do século XVIII parece heresia, mas Coppola transforma isso numa assinatura.

Ponto fraco: quem busca um panorama histórico sobre a Revolução Francesa vai sair frustrado. Os eventos políticos aparecem sempre em segundo plano, quase como ruído de fundo de uma festa que não acaba.

O segundo ato também escorrega no ritmo: depois da sequência inicial de chegada, o filme se acomoda na contemplação e demora a reencontrar tensão dramática.

Curiosidades rápidas

  • O figurinista Milena Canonero se inspirou nos desfiles da Dior e nos sapatos de Vivienne Westwood para criar os saltos plataforma que viraram marca do filme — um anacronismo proposital.
  • Foi o primeiro longa americano de Sofia Coppola filmado quase inteiramente fora dos Estados Unidos, passando por Versalhes, Champs-sur-Marne e o Petit Trianon.
  • Marie Antoinette, no original em inglês, foi proibido de incluir o nome "Antonia" no título pela autora da biografia em que se baseia — por isso o jogo de grafia.

Perguntas frequentes

Maria Antonieta é fiel à história real?Não. Sofia Coppola assume um tom de crônica pessoal, com erros históricos propositais e foco no universo emocional da personagem, não na cronologia da Revolução Francesa.

Quem fez a trilha sonora de Maria Antonieta?A supervisão musical foi de Brian Reitzell, reunindo bandas como New Order, The Cure, Aphex Twin, Adam and the Ants, Bow Wow Wow e The Strokes, entre outras.

Maria Antonieta tem cena pós-créditos?Não. O longa termina com a imagem da personagem em sua fuga para Varennes, sem sequência extra.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de autora com olhar pop, que consomem revistas como a Dazed e colecionam DVDs de Greta Gerwig, Céline Sciamma e da própria Sofia Coppola.
  • Apaixonados por figurino e design de época, que visitam Versalhes em férias e decoram o quarto com reproduções de quadros rococó.
  • Leitores de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e admiradores de Kirsten Dunst desde Entrevista com o Vampiro, interessados em ver a atriz num papel que parecia escrito sob medida.