Veja o trailer do filme Maria
Sobre o que é Maria
Maria é um drama existencial dirigido por Abel Ferrara que usa o universo de um filme sobre Jesus Cristo como espelho para uma crise de fé e identidade.
Tony Childress (Matthew Modine) interpreta Cristo em This is My Blood. Ao lado dele, Marie Palesi, vivida por Juliette Binoche, encarna Maria Madalena. Quando as filmagens terminam, Marie não volta para Nova York. Em vez disso, pega um voo para Jerusalém sozinha.
Lá, a atriz decide continuar o processo espiritual que o personagem despertou nela. A distância entre Marie e a Maria Madalena bíblica começa a borrar, e o filme se transforma em algo entre road movie interior e medição de quanto a arte pode (ou não) salvar alguém.
Estreia e legado
Maria chegou ao circuito brasileiro em 13 de abril de 2007, com distribuição da Festival, em janela curta. O recorte de festival sempre foi a casa natural do longa: é o tipo de produção que circula por mostras, sessões comentadas e retrospectivas de Abel Ferrara antes de qualquer circuito amplo.
Não foi pensado para competir em bilheteria tradicional, e sim para provocar debate sobre fé, representação e os limites entre ator e personagem. O elenco ajuda a dar peso ao projeto: Juliette Binoche, Forest Whitaker e Matthew Modine emprestam credencial autoral ao recorte.
Hoje, Maria é lembrado como uma curiosidade temática dentro da filmografia de Ferrara, um diretor que já transitou do cinema de gênero ao espiritual sem perder a mão pesada. Para quem acompanha a obra do diretor, é capítulo obrigatório.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a decisão de Ferrara de tratar a peregrinação de Marie a Jerusalém como algo físico, quase documental. Câmera próxima, pouco corte, o espectador respira junto com a personagem. Juliette Binoche entrega uma contenção rara, que combina bem com a proposta.
Ponto fraco: o subplot americano, com o debate televiso de Ted Younger e a pré-estreia sabotada, é mais esquemático. Funciona como contexto, mas tem ar de narrativa paralela inacabada, sem a mesma densidade do arco de Marie.
A duração informada de 11 minutos sugere um recorte, um teste ou um curta expandido, e não a obra integral. Vale confirmar a versão exibida antes de pagar ingresso. Para o espectador de festival que gosta de cinema de autor, mesmo assim é sessão obrigatória.
Curiosidades
- O longa foi rodado parcialmente em Jerusalém, dando à peregrinação de Marie um ar quase documental, com locações reais e pouca encenação.
- Forest Whitaker interpreta um jornalista de TV interessado em explorar a polêmica religiosa em torno da representação de Cristo, papel raro para o ator fora do cinema americano.
- O longa dialoga tematicamente com outras passagens de Ferrara sobre fé e crise, como em A Espera, onde o sagrado aparece atravessado pela dúvida.
Perguntas frequentes
Maria (2007) é o mesmo filme da Angelina Jolie? Não. Este Maria é o longa de Abel Ferrara com Juliette Binoche e Forest Whitaker, focado em fé e representação. O longa de 2023 com Angelina Jolie, dirigido por Pablo Larraín, é outra produção.
Maria tem cena pós-créditos? Não há cena pós-créditos registrada. O encerramento é conduzido pela própria jornada de Marie, sem gancho extra para nova narrativa.
Onde assistir Maria (2007) online? O filme tem perfil de festival e circulação limitada. Hoje, fica mais fácil encontrá-lo em mostras, retrospectivas de Abel Ferrara e catálogos de streaming de cinema autoral do que em plataformas comerciais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de autor de Abel Ferrara que gostam de obras provocativas como A Insustentável Leveza do Ser e Mistério na Costa Chanel.
- Quem curte dramas religiosos não confessionais, interessados em discutir fé, arte e representação, no mesmo campo de Ninguém Deseja a Noite.
- Admiradores do trabalho de Juliette Binoche em papéis introspectivos, parecidos com sua entrega em dramas psicológicos do mesmo período.
Título original: Maria
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 13/04/2007
Distribuidora: Festival
Diretor: Lucas Pena, Abel Ferrara
Principais atores: