Veja o trailer do filme Maré de Azar
Maré de Azar
Sobre o que é Maré de Azar
Joel Reynolds é o tipo de sujeito que fez tudo certinho. Construiu uma fábrica de extratos aromatizantes do zero, virou conhecido como o "Rei dos Extratos" e ainda mantém uma casa que parece cenário de revista.
O problema mora nos bastidores do casamento. Suzie, sua esposa, não parece mais interessada nele, e Joel prefere reclamar com Dean, o barman de confiança, do que encarar a conversa de verdade.
É aí que entra a ideia mais idiota possível: contratar um gigolô chamado Brad para seduzir Suzie. O objetivo é simples. Joel quer uma traição documentada para acelerar o divórcio e ficar livre para flertar com Cindy, a nova funcionária que acabou de entrar na fábrica.
Só que Cindy não é exatamente uma funcionária comum. Ela tem liberdade condicional, um histórico problemático e um jogo próprio para jogar.
Quando estreou e como é lembrado
Maré de Azar (no original Extract) chegou aos cinemas norte-americanos em 4 de setembro de 2009. O longa marca a terceira incursão de Mike Judge nos cinemas, depois de Beavis e Butt-Head Detonam a América (1996) e Idiocracy (2006).
A estreia foi morna. O filme custou cerca de 8 milhões de dólares e mal passou dos 10 milhões em bilheteria mundial, um resultado fraco para uma produção da Miramax com elenco有名.
Com o tempo, virou um daqueles títulos cults de catálogo. Não ganhou prêmios relevantes nem disputou o Oscar, mas é lembrado como uma comédia de humor seco sobre trabalho braçal e relacionamento fracassado, fiel ao estilo de Judge.
Hoje aparece em listas de obras subestimadas do diretor, justamente por evitar o humor pastelão que dominava as comédias de 2009.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco está claramente se divertindo. Jason Bateman entrega o protagonista com timing cômico seco, Ben Affleck surge em participação curta como um barman de programa de rádio, e Mila Kunis rouba cenas como a vigarista Cindy. J.K. Simmons ainda aparece como o chefe do vigarista, com direito a cenas surreais no tribunal.
Ponto fraco: o ritmo central é irregular. A montagem de Judge aposta em subtramas de fábrica e piadas sobre a advogada divorcista que não emplacam do mesmo jeito que funcionavam em Office Space. O terço final é o mais fraco.
Curiosidades de bastidor
- O papel de Cindy foi originalmente escrito para a atriz feminina mais velha do elenco. Mila Kunis entrou no projeto depois e mudou completamente a dinâmica da história.
- Mike Judge filmou boa parte das cenas dentro de uma fábrica de verdade em Los Angeles, usando operários reais como figurantes para preservar a textura documental.
- A ideia do filme nasceu de uma piada pessoal do diretor sobre extrato de baunilha, e o nome fictício Reynold's Extract virou uma pequena brincadeira autoral.
Perguntas frequentes
Maré de Azar é uma comédia do Mike Judge?
Sim. O filme é dirigido por Mike Judge, o mesmo criador de Beavis e Butt-Head e Office Space, e mantém o humor seco e a crítica ao ambiente corporativo que marcaram a carreira dele.
Maré de Azar tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos e não tem cena extra nem teaser escondido. Pode levantar da poltrona assim que aparecer o cardápio de nomes.
Maré de Azar é o mesmo que Office Space?
Não. São filmes diferentes, mas compartilham o mesmo tipo de humor sobre trabalho braçal, chefes irritantes e personagens frustrados. Maré de Azar é mais focado em casamento e golpe do que em escritório.
Quem mais está no elenco além de Jason Bateman?
Além de Bateman, o elenco traz Mila Kunis, Ben Affleck, Kristen Wiig, J.K. Simmons, Clifton Collins Jr., Dustin Milligan e uma ponta de Gene Simmons, do Kiss, como ele mesmo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Mike Judge que curtem o humor corporativo de Office Space e a sátira à sociedade de Idiocracy.
- Quem acompanha a carreira de Jason Bateman e gosta do tipo de humor seco que ele faz desde Arrested Development.
- Interessados por comédia adulta sem apelos românticos açucarados, no estilo de humor de personagem.