Veja o trailer do filme Máquina Mortífera 2

Máquina Mortífera 2

Máquina Mortífera 2

A Dupla Volta Mais Louca, Mais Barulhenta e Mais Cara

Dois anos depois do primeiro Máquina Mortífera, Martin Riggs e Roger Murtaugh estão de volta. O suicida louco e o pai de família com dor nas costas continuam sendo a pior — e mais divertida — parceria da polícia de Los Angeles.

Desta vez, a investigação leva a dupla para o submundo do apartheid sul-africano. Um diplomata usa o passaporte diplomático como escudo para lavar dinheiro e traficar drogas. Quando Leo Getz, contador pilantra, vira testemunha-chave, Riggs e Murtaugh precisam mantê-lo vivo e ainda desarmar um esquema internacional.

É ação dos anos 80 escancarada: perseguições de carro absurdas, socos no meio de explosões e o humor pastelão misturado com tiroteio sério. Dirigido por Richard Donner com a energia de quem descobriu a fórmula.

Estreia, Legado e Onde o Filme Chegou

Máquina Mortífera 2 chegou aos cinemas norte-americanos em 7 de julho de 1989, no auge da era dos blockbusters de dupla. No Brasil, ganhou o subtítulo curioso de "O Tiro da Fúria" em algumas cópias em VHS — marca registrada de uma época em que a Warner distribuía títulos com nomes inventados.

A bilheteria foi estrondosa: cerca de 227 milhões de dólares worldwide contra orçamento de 28 milhões. O filme consolidou Mel Gibson como astro de ação e rendeu a Joe Pesci o papel de Leo Getz, que viraria o terceiro membro oficial da franquia.

Foi indicado ao Oscar de Melhor Efeito Sonoro e ganhou o prêmio de Pior Filme no Framboesa de Ouro 1990 — distinção duvidosa que só prova como a crítica levou o filme menos a sério do que o público. Hoje, é lembrado como exemplo máximo de buddy cop movie pré-era self-aware, ao lado de Os Bons Companheiros.

Vale o Ingresso?

Ponto alto: A química entre Mel Gibson e Danny Glover atinge o pico aqui. As piadas funcionam, a comédia é rápida e as sequências de ação têm escala real — sem CGI remendado, tudo é explosão de verdade, dublê descendo escada, carro capotando.

Ponto alto 2: A entrada de Joe Pesci muda o ritmo da franquia. Leo Getz é tagarela, covarde e desastroso — funciona como contraponto perfeito para a dupla séria.

Ponto fraco: O roteiro resolve o conflito diplomático com um final inverossímil que depende de ignorar por completo a lei internacional. E a abordagem do apartheid é superficial, típica de um blockbuster americano de 1989 que tratava política como pano de fundo para explosões.

Curiosidades de Bastidores

  • O orçamento estourou quando o produtor Joel Silver insistiu em filmar uma sequência dentro de uma casa real em construção — a equipe teve que demolir paredes entre as tomadas para abrir caminho para as câmeras.
  • Patsy Kensit namorou Mel Gibson na vida real durante as filmagens, o que adicionou uma tensão real às cenas do casal.
  • A perseguição de carro no final usou dezenas de carros importados de uma concessionária local — a produção comprou a frota inteira para garantir variedade visual.

Perguntas Frequentes

Máquina Mortífera 2 é melhor que o primeiro filme?

Depende do gosto. O segundo é mais leve, mais engraçado e tem mais ação em escala. O primeiro é mais sombrio e investe no drama do Riggs. A maioria dos fãs aponta o 2 como o mais divertido de assistir.

Máquina Mortífera 2 tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma fechada após a resolução do conflito com o diplomata. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.

Preciso ter visto o primeiro Máquina Mortífera para entender o 2?

Tecnicamente não — o filme apresenta os personagens. Mas você vai perder a referência da dinâmica entre Riggs e Murtaugh, que é construída no longa anterior.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de buddy cop movies dos anos 80 e 90 — quem cresceu assistindo Beverly Hills Cop e Os Bons Companheiros vai reconhecer a escola.
  • Quem curte ação pré-CGI com efeitos práticos, capotamentos reais e explosões grandalhonas sem vergonha nenhuma.
  • Maratonistas da filmografia de Mel Gibson na era pré-implacável, quando ele era o cara de Coração Valente e não o de manchete de jornal.