Veja o trailer do filme Mapas para as Estrelas
Mapas para as Estrelas
O filme
Agatha Weiss chega a Los Angeles com uma mala de segredos e zero filtro para o jogo de aparências que a cidade exige. Logo nas primeiras horas na cidade, ela cruza com Jerome Fontana, motorista de limusine que usa o volante como palco de ensaio para uma carreira de ator.
O ponto de virada vem quando Agatha consegue um emprego como assistente de Havana Segrand, uma atriz em colapso que tenta desesperadamente o papel principal na refilmagem de um clássico dos anos 1960 que imortalizou a mãe morta. Em paralelo, o garoto Benjie Weiss, astro mirim de uma série teen, lida com crises após uma passagem por clínica de reabilitação, sob o olhar clínico da mãe, Cristina, e a vigilância paranoica dos produtores.
Mapas para as Estrelas é um drama que encara Hollywood como uma máquina de triturar corpos e reputações, costurado com humor gelado e uma violência psicológica que incomoda exatamente onde precisa incomodar.
Estreia e legado
Mapas para as Estrelas estreou no Festival de Cannes 2014, onde Julianne Moore levou o prêmio de Melhor Atriz pela interpretação corrosiva de Havana Segrand. No Brasil, a Paris Filmes trouxe o filme para os cinemas em 19 de março de 2015, com distribuição da Paris Filmes.
Mesmo sem estardalhaço de bilheteria, a obra consolidou uma fase específica do David Cronenberg, o cineasta canadense mais interessado em dissecar instituições do que em assustar com mutações. Hoje, quase uma década depois, o longa é revisitado como retrato profético sobre cultura do cancelamento, terapia performática e infância sequestrada pela indústria.
É o tipo de filme que aparece com força em listas de cinema sátiro sobre Los Angeles, ao lado de obras como O Plano de Maggie e o próprio Amor por Direito.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Julianne Moore domina cada cena em que aparece e mostra por que levou o troféu em Cannes. O roteiro destila frases curtas e venenosas sobre fama, e a direção do David Cronenberg imprime um ritmo clínico, sem trilha emocional para confortar o espectador.
Ponto fraco: A estrutura narrativa aposta em choques sucessivos e revelações melodramáticas que, para um público não familiarizado com a filmografia do diretor, podem soar gratuitas. O ritmo é lento, e quem busca entretenimento leve vai sair desconfortado sem achar que valeu a pena.
Curiosidades
- Bruce Wagner escreveu o roteiro por volta de 2001, mas o projeto só foi adiante anos depois, com Wagner já tendo passado por um reality show próprio, experiência que realimentou o pessimismo do texto.
- Julianne Moore se inspirou em consultas reais com psiquiatras de Hollywood para construir a personalidade borderline de Havana Segrand.
- Carrie Fisher, que interpreta a terapeuta das Weiss, morreu em 2016, e o longa se tornou um dos últimos créditos de carreira relevantes da atriz fora da saga Star Wars.
Perguntas frequentes
Mapas para as Estrelas vale a pena?
Vale para quem curte cinema de arte e sátira sobre Hollywood. Não vale para quem prefere dramas lineares e revigorantes, já que o filme aposta em desconforto e humor negro.
Quem dirige Mapas para as Estrelas?
O longa é dirigido por David Cronenberg, cineasta canadense conhecido por obras como Amantes Eternos e o clássico Videodrome.
Mapas para as Estrelas tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais sobem logo após o último plano, sem teasers extras ou stings escondidos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas psicológicos com humor ácido e olhar crítico sobre a indústria do entretenimento.
- Espectadores que acompanham a filmografia de David Cronenberg e curtem sátiras de comportamento social.
- Quem curte Julianne Moore em modo intenso e quer ver performances premiadas em Cannes.
Título original: Maps to the stars
País de origem: Canadá
Data do lançamento: 19/03/2015
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: David Cronenberg
Principais atores: