Veja o trailer do filme Mais do que eu possa me reconhecer

Mais do que eu possa me reconhecer

Mais do que eu possa me reconhecer

O que é Mais do que eu possa me reconhecer?

Mais do que eu possa me reconhecer é um documentário experimental brasileiro que observa de perto o cotidiano de Darel Valença Lins, um artista plástico que vive em um espaço imenso de 800 metros quadrados.

O espelho deixou de ser suficiente para esse personagem, e a video-arte entra como uma espécie de companhia diária dentro desse apartamento-ateliê.

Com direção de Allan Ribeiro, o filme se constrói como um retrato intimista, quase um caderno de processos do artista.

Logo nos primeiros minutos, o próprio Darel avisa: ele não gosta de fazer cinema. Essa declaração desconstrói qualquer expectativa de obra convencional e prepara o espectador para algo mais cru e autoral.

Quando estreou e por que importa

Estreou no circuito de cinema brasileiro em 27 de abril de 2017, com duração de 72 minutos, inserido na leva de filmes experimentais nacionais que dialogam com o cinema de artista e com o documentário observacional.

A obra integra um conjunto de títulos do mesmo período, ao lado de Xale e Maratona Noturnas, que também investigam universos íntimos de personagens pouco vistos pelo grande público.

Para os pesquisadores do cinema brasileiro independente, o filme funciona como um documento raro sobre os processos de criação de um artista plástico em atividade.

Hoje, é lembrado em mostras e debates sobre hibridismo entre artes visuais e cinema, justamente por recusar o formato tradicional de documentário.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a aproximação honesta do processo criativo de Darel Valença Lins, com imagens que realmente traduzem a solidão produtiva de um artista em seu ateliê.

A câmera fica onde precisa ficar, sem invadir nem dramatizar gratuitamente.

Ponto fraco: a proposta contemplativa pode soar parada demais para quem espera narrativa clássica ou reviravoltas emocionais.

Não há trama, não há arco dramático, e o ritmo é ditado pelo próprio artista. Quem aceitar essas regras sai recompensado.

Curiosidades de bastidor

  • O título do filme é uma citação direta do artista Darel Valença Lins, que confessa não gostar de fazer cinema.
  • O espaço de 800 metros quadrados onde Darel trabalha virou praticamente um personagem à parte da obra.
  • A obra dialoga com o circuito de cinema experimental brasileiro, próximo de títulos como O Dia da Posse.

Perguntas frequentes

Mais do que eu possa me reconhecer é um documentário ou video-arte?

É um híbrido. Está catalogado como documentário experimental, mas bebe da video-arte ao registrar o cotidiano do artista plástico Darel Valença Lins.

Quem dirige Mais do que eu possa me reconhecer?

A direção é de Allan Ribeiro, cineasta brasileiro conhecido por trabalhos autorais e intimistas.

Qual a duração do filme?

São 72 minutos de projeção, ideal para quem busca uma sessão curta e imersiva.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de documentário experimental e cinema de artista, interessados em processos criativos fora do circuito comercial.
  • Pesquisadores e estudantes de artes visuais e cinema brasileiro que querem entender a fronteira entre video-arte e documentário.
  • Espectadores que curtem o cinema intimista de Allan Ribeiro e obras como Esse Amor que Nos Consome.

Título original: Mais do que eu possa me reconhecer

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 27/04/2017

Diretor: Allan Ribeiro

Principais atores: