Veja o trailer do filme Mãe só há uma
Mãe só há uma
Sobre o que é o filme
Pierre é um adolescente que vive uma vida aparentemente comum até o dia em que a polícia bate à porta e prende sua mãe. A partir daí, ele descobre que aquela mulher não é sua mãe biológica.
Sem entender o que está acontecendo, Pierre parte em busca da sua família verdadeira. É nesse caminho que ele reencontra pessoas que o conhecem por outro nome e percebe que a história que contavam sobre ele é bem diferente do que ele imaginava.
Dirigido por Anna Muylaert, o longa é um drama que trabalha a descoberta da identidade com delicadeza, sem transformar o tema em panfleto. O filme também funciona como uma espécie de continuação temática de Que Horas Ela Volta?, o longa anterior da diretora.
Quando estreou e por que é lembrado
Mãe só há uma chegou aos cinemas brasileiros em 21 de julho de 2016, com distribuição da Vitrine Filmes. A resposta do público e da crítica foi bastante positiva, especialmente por trazer um olhar raro sobre adolescência e identidade de gênero no drama nacional.
O filme consolidou a parceria entre a diretora e o cinema autoral brasileiro, mesmo sem disputar grandes prémios internacionais. Hoje, é citado como referência quando o assunto é representatividade trans no cinema feito no Brasil, ao lado de obras como Corpo Elétrico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro de Anna Muylaert conduz a transição do protagonista sem didatismo, apostando em pequenos gestos do cotidiano em vez de grandes reviravoltas. A direção é contida e respeita o tempo do espectador.
Ponto alto: a atuação de Naomi Nero no papel principal. Mesmo sem experiência prévia em longa-metragem, ele sustenta as cenas mais delicadas com naturalidade.
Ponto fraco: o terceiro ato sofre com algumas soluções dramáticas convencionais, que aproximam o filme de um drama familiar mais tradicional do que o roteiro inicial parecia prometer.
Curiosidades
- Naomi Nero estreou em longa-metragem com este filme, após uma carreira em teatro, e foi bastante elogiado pela crítica especializada.
- A direção é de Anna Muylaert, mesma realizadora de Que Horas Ela Volta?, o que faz do longa uma espécie de complemento temático ao trabalho anterior dela.
- O roteiro foi construído a partir de pesquisas e entrevistas com adolescentes trans, o que ajudou a evitar caricaturas no retrato do protagonista.
Perguntas frequentes
Mãe só há uma é uma continuação de Que Horas Ela Volta?
Não é uma sequência direta, mas funciona como continuação temática, já que ambas as histórias tratam de maternidade, classe social e personagens em busca de pertencimento.
Qual é a classificação indicativa do filme?
O longa é recomendado para maiores de 16 anos, por lidar com temas sensíveis e conter algumas cenas mais tensas.
Onde assistir Mãe só há uma online?
A disponibilidade em streaming varia de acordo com a plataforma. Confira a grade atualizada de cinemas e streamings logo abaixo desta página.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema brasileiro autoral, especialmente quem acompanha os trabalhos de Anna Muylaert e de cineastas como Karim Aïnouz.
- Quem se interessa por representatividade trans na tela e por narrativas de amadurecimento, com referências como Corpo Elétrico e A Serpente.
- Leitores de dramaturgia contemporânea e espectadores habituados a festivais como o de Brasília, Rotterdam e Gramado.
Título original: Mãe só há uma
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 21/07/2016
Distribuidora: Vitrine Filmes
Diretor: Anna Muylaert
Principais atores: