Veja o trailer do filme Mad Families

Mad Families

Mad Families

Três famílias, um único acampamento

Imagine reservar o acampamento de férias dos sonhos e descobrir, na chegada, que outra família está ali com a mesma reserva. Em Mad Families, isso acontece com três grupos ao mesmo tempo — uma família hispânica, uma afro-americana e uma caucasiana — por causa de um erro nos registros.

Nenhuma das três aceita ir embora. A solução encontrada é surreal: eles apostam que uma série de competições infantis vai definir quem fica com a vaga no local. O resultado é uma comédia pastelão com cara de brincadeira de acampamento de verão, daquelas que misturam torta na cara, cabo de guerra e provas de habilidade caseira.

Dirigido por Fred Wolf, o mesmo roteirista de Todo Mundo em Pânico 3 e Todo Mundo em Pânico 4, o longa assume desde o início que não quer reinventar nada. É entretenimento funcional, feito para rir fácil e esquecer logo depois.

Lançamento direto em home video

Mad Families foi lançado em janeiro de 2017 nos Estados Unidos, mas sem passar pelas salas de cinema. A distribuidora escolheu o caminho do lançamento direto em vídeo (Direct-to-Video), o que já diz muito sobre a expectativa do estúdio em relação ao longa.

No Brasil, o filme chegou de forma discreta, circulando em catálogos de TV paga, locadoras digitais e, mais recentemente, em plataformas de streaming. Ficou conhecido mais pelo elenco do que pelo próprio título — quem vê Charlie Sheen e Leah Remini no elenco reconhece a cara dos dois, mas poucos lembram onde assistiram.

É um daqueles filmes que vive entre o esquecimento e a reprise inesperada em sessão aleatória de canal aberto. Não ganhou prêmios relevantes, não participou de festivais e não disputa lugar em listas de melhores do ano. Mas para quem curte comédia leve americana, surge como opção coringa.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco entrega carisma suficiente para manter o filme de pé. Charlie Sheen e Leah Remini repetem a química que tinham em King of Queens, o que dá ritmo ao centro da história. A aparição de Tiffany Haddish e Lil Rel Howery também funciona como alívio rápido em cenas curtas.

Ponto fraco: o roteiro não vai além do óbvio. As piadas apostam em estereótipos culturais sem subverter nada, e a estrutura de competição entre famílias já foi vista em filmes como A Casa das Coelhinhas e até em Curtindo a Vida Adoidado, só que com orçamento e ambição bem menores.

Não é o tipo de comédia que vai virar cult, mas cumpre o papel de preencher uma noite sem compromisso no sofá.

Curiosidades dos bastidores

  • O diretor Fred Wolf é o mesmo roteirista responsável por Todo Mundo em Pânico 5 e pela quarta parte da franquia, o que explica o tom de paródia pastelão do longa.
  • As cenas de acampamento foram filmadas em locações da Califórnia, com produção enxuta e cronograma curto, típico dos lançamentos direto em vídeo.
  • Tiffany Haddish aparece em participação especial em uma única sequência, mas a cena foi cortada em algumas versões internacionais — o que torna sua presença confusa para quem assiste na TV.

Perguntas frequentes

Mad Families tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais rolam logo após o desfecho da última competição, sem nenhuma cena extra ou teaser escondido. Pode levantar do sofá sem medo de perder algo.

Onde assistir Mad Families no Brasil?

O filme circula em catálogos de streaming e locadoras digitais no Brasil. Não há distribuição confirmada em cinemas brasileiros, já que o lançamento original foi direto em vídeo nos Estados Unidos.

Mad Families é a mesma coisa que Todo Mundo em Pânico?

Não. O longa tem o mesmo roteirista de parte da franquia Todo Mundo em Pânico, mas não é uma sequência nem tem ligação narrativa. É uma comédia independente com humor próximo ao da série, só que em escala menor.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia pastelão americana estilo Um Parto de Viagem e Gente Grande, que curtem humor sem pretensão.
  • Quem acompanha Charlie Sheen desde a era Two and a Half Men e quer ver o ator em papéis mais leves.
  • Quem procura conteúdo de fundo para colocar enquanto faz outra coisa — cozinhar, dobrar roupa, jogar conversa fora com amigos.