Loki, Arnaldo Batista
Quem é o Loki de Arnaldo Baptista?
Loki, Arnaldo Batista não é uma adaptação de quadrinhos nem envolve deuses nórdicos. O nome é uma alusão direta à alcunha que o tecladista da banda Os Mutantes carrega desde a juventude.
O documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle costura a vida e a obra de Arnaldo Baptista a partir dos próprios depoimentos do artista, gravados em tom confessional, enquanto ele pinta um quadro que funciona como espelho visual da própria trajetória.
É uma biografia em formato de documentário musical sobre um dos nomes mais importantes do rock brasileiro, com depoimentos de Rita Lee, Gilberto Gil e Chico Buarque costurando a narrativa.
Quando estreou e por que importa
Loki chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, em circuito alternativo, e ganhou espaço em mostras e sessões comentadas. A data marca um pequeno capítulo na história do audiovisual nacional: o filme é o primeiro longa-metragem produzido pelo Canal Brasil, o que abriu precedente para a emissora investir em obras autorais para as salas de cinema.
Mais do que a estreia em si, o longa se insere na leva de documentários musicais brasileiros que revisitam, com olhar afetuoso, os bastidores da Tropicália e do rock nacional dos anos 60 e 70. O retrato dialoga com outros filmes do período, como Chico - Artista Brasileiro, Pitanga e Torquato Neto - Todas as Horas do Fim, reforçando a vocação do cinema brasileiro de mapear a história da própria música.
Hoje, é lembrado como um documento afetivo sobre um dos tecladistas mais inventivos do país e como peça fundamental para entender a mitologia em torno de Arnaldo Baptista.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a força está no material raro. Os depoimentos de Arnaldo soam crus e emocionados, e a reunião de vozes como Rita Lee, Gil e Chico Buarque dá ao filme um peso de documento histórico difícil de igualar.
A direção acerta ao deixar o artista conduzindo a própria história, sem didatismo.
Ponto fraco: a estrutura segue o modelo clássico de cinebiografia musical, com pouca ousadia formal. Quem espera um tratamento mais experimental pode sentir que o filme joga seguro, funcionando quase como uma grande homenagem audiovisual em vez de uma obra que reinventa o formato.
Para quem não é fã de Arnaldo ou de Os Mutantes, há também pouco ponto de entrada além da curiosidade histórica.
Curiosidades
- O longa foi o primeiro filme produzido pelo Canal Brasil, marcando a entrada da emissora no circuito de cinemas.
- O título "Loki" vem de uma antiga alcunha do tecladista, referência ao deus nórdico da trapaça, e não ao universo Marvel.
- Durante as filmagens, Arnaldo pintou um quadro que aparece no filme como metáfora visual da própria trajetória.
Perguntas frequentes
Loki, Arnaldo Batista é filme de super-herói?
Não. Apesar do nome Loki, o documentário é uma cinebiografia do tecladista da banda Os Mutantes e não tem relação com o personagem da Marvel.
Loki, Arnaldo Batista é documentário ou ficção?
É um documentário, com estrutura de cinebiografia musical, conduzido por depoimentos reais do próprio Arnaldo Baptista e de outros artistas.
Onde assistir Loki, Arnaldo Batista online?
O filme teve circuito limitado nos cinemas em 2017 e pode aparecer em catálogos de streaming e mostras de cinema brasileiro, com disponibilidade variando de acordo com a plataforma. Confira a grade atualizada na seção de programação acima.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Os Mutantes, Tropicália e rock brasileiro dos anos 60 e 70 que querem entender a cabeça por trás dos sintetizadores da banda.
- Quem coleciona documentários musicais brasileiros e curte obras como A Música Segundo Antonio Carlos Jobim e AXÉ: Canto do Povo de Um Lugar.
- Leitores de biografias e revistas de música vintage, interessados em bastidores, crises criativas e recuperação pessoal de artistas cults.
Título original: Loki
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Paulo Henrique Fontenelle
Principais atores: