Veja o trailer do filme Lobisomem

Lobisomem

Lobisomem

O que é Lobisomem?

Lobisomem é um drama cru, exibido na mostra Fórum do Festival de Berlim em 2017, que acompanha a rotina de Nessa e Blaise.

Ambos vivem à margem, dependentes de metadona, e mantêm um negócio de jardinagem que mal cobre as necessidades. O velho cortador de grama é alimentado com gasolina roubada de carros estacionados.

Esse detalhe resume o tom da obra: uma trama de suspense social sobre sobrevivência, apego e a linha tênue entre cuidar de alguém e afundar junto.

Com a direção delicada de Ashley McKenzie, o longa foi rodado em locações reais da Nova Escócia, com elenco local e atores não profissionais em vários papéis.

A sensação é de espionagem documental, com câmera colada nos protagonistas durante deslocamentos a pé, dentro de carros e em clínicas.

Não espere monstros nem licantropos: o "lobisomem" aqui é a dependência que ronda o casal e o desassossego de cada madrugada.

Quando estreou e por que assistir agora

Lobisomem chega aos cinemas brasileiros em 15 de janeiro de 2025, em sessões pontuais voltadas ao público de cinema de festival.

Originalmente, a obra foi exibida no Fórum do Festival de Berlim em 2017, dividindo opiniões justamente por sua proposta radicalmente antipopular.

Hoje, o filme é lembrado como um marco do cinema canadense de baixo orçamento, citado em retrospectivas sobre narrativas de dependência química no terror psicológico contemporâneo.

Comparações com O homem invisível e Upgrade aparecem em debates sobre terror corporal, embora a abordagem seja bem distinta.

A bilheteria esperada é modesta, e o circuito deve privilegiar cineclubismo e mostras temáticas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Ashley McKenzie transforma a dureza do tema em poesia visual. A câmera próxima, a luz natural e as atuações de Bhreagh MacNeil e Andrew Gillis dão verdade a cada cena.

O mérito é tratar dependência e vulnerabilidade com respeito, sem moralismo e sem espetáculo.

Ponto fraco: o ritmo é lento a ponto de testar a paciência. Quem busca tensão narrativa convencional pode achar a experiência arrastada e inóspita.

Não há reviravoltas, nem alívio cômico: é um filme que exige entrega.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro nasceu de uma pesquisa de campo da diretora com dependentes químicos em Cape Breton, Nova Escócia.
  • Parte do elenco foi recrutado em centros de reabilitação, emprenhando realidade a falas e gestos.
  • O título original, Werewolf, é uma metáfora para a luta interna contra a abstinência, não uma referência sobrenatural.

Perguntas frequentes

Lobisomem é um filme de terror com lobisomens de verdade?

Não. É um drama realista. A transformação é emocional e psicológica, ligada à dependência química.

Lobisomem tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos. A narrativa termina de forma contida, condizente com o tom do filme.

Lobisomem vale a pena para quem gosta de terror tradicional?

Vale apenas para quem aceita terror psicológico e social. Fãs de Sobrenatural: A Origem podem estranhar a falta de sobrenatural explícito.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de festival que acompanham mostras autorais europeias e canadenses.
  • Quem aprecia dramas sociais sobre dependência química, saúde pública e codependência amorosa.
  • Leitores de Lenny ou espectadores de documentários como Heroin(e), interessados em narrativas cruas sobre vulnerabilidade.

Título original: Wolf Man

País de origem: Estados Unidos

Data do lançamento: 15/01/2025

Distribuidora: Festival

Diretor: Ashley McKenzie, Leigh Whannell

Principais atores: