Livrando a Cara

Livrando a Cara

O que é Livrando a Cara?

Wil é uma cirurgiã promissora que leva uma vida dupla: de dia opera, de noite encontra a namorada às escondidas. Quando a mãe viúva aparece grávida na porta do seu apartamento, Wil se vê obrigada a conciliar segredo, família e identidade em um mesmo endereço.

O longa de estreia da roteirista e diretora Alice Wu parte de um triângulo de aparências — a filha lésbica, a mãe solteira e a comunidade sino-americana que cobra decoro — para montar uma comédia dramática sobre pertencimento. Mais do que um romance, é um filme sobre quem paga o preço de viver honestamente.

Estreia e legado

Estreou nos cinemas norte-americanos em 11 de setembro de 2004, no circuito de festivais e em seguida na plataforma de arte. No Brasil, ganhou distribuição limitada em 2005 e voltou a circular em sessões especiais, marcando presença em mostras de cinema asiático e LGBTQ+.

É lembrado hoje como um dos primeiros longas norte-americanos a colocar uma lésbica asiático-americana no centro da narrativa sem reduzi-la a estereótipo. Conquistou públicos em festivais como o Toronto e o San Francisco, além de prêmios de público em mostras de cinema gay e lésbico. Fez de Michelle Krusiec um nome de referência em representatividade asiática no audiovisual.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro de Alice Wu conduz o triângulo entre Wil, Vivian e Ma com diálogos afiados e humor cotidiano. As cenas de comida, jantares e mal-entendidos familiares soam verdadeiras, e a química entre as protagonistas é calorosa sem ser açucarada.

Ponto fraco: o terceiro ato apressa a resolução de conflitos que pediam mais tempo de tela — a aceitação da mãe e o desfecho do namoro de Ma acontecem rápido demais. Quem busca um drama mais denso pode achar o tom leve até demais.

Curiosidades

  • Alice Wu demorou cerca de três anos para terminar o roteiro, financiado com recursos próprios antes de conseguir apoio de produtoras.
  • Foi um dos primeiros filmes de Hollywood a retratar lésbicas asiático-americanas como protagonistas, abrindo caminho para produções posteriores do gênero.
  • As cenas de culinária e dim sum foram gravadas em restaurantes reais de Nova York, sem estúdio.

Perguntas frequentes

Livrando a Cara é um filme lésbico?

É um romance lésbico, mas também um filme sobre família, geração e tradição. O núcleo lésbico é importante, mas não esgota os temas do roteiro.

O filme está em cartaz no Brasil?

Está em cartaz em circuito limitado, com sessões pontuais em uma sala. Confira horários atualizados na seção de programação acima.

Tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com um epílogo convencional antes dos créditos finais, sem cenas extras.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de O Reencontro e comédias sobre laços familiares que apertam
  • Quem acompanha cinema de representatividade asiática e LGBTQ+ dos anos 2000
  • Leitores de romances gráficos, fãs de dramas coreanos e novelas familiares que misturam tradição e segredo

Título original: Saving Face

País de origem: EUA

Data do lançamento: 11/09/2004

Distribuidora: Sem Distribuidor

Diretor: Alice Wu

Principais atores: