Little Soldier
O que é Little Soldier?
Little Soldier é um drama dinamarquês assinado pela diretora Annette K. Olesen. A história começa quando a soldado Lotte larga o exército e volta para casa destruída pela bebida.
Sem conseguir emprego na cidade pequena, ela aceita uma proposta indigesta: dirigir a Mercedes do pai para uma das prostitutas que ele agencia, Lilly. A nigeriana sustenta a filha que não vê há cinco anos e, no fundo, quer só juntar dinheiro para voltar para casa.
O que era para ser uma relação de desconfiança vira outra coisa. Lotte enxerga em Lilly uma companheira de feridas. Aí a soldado decide libertar a mulher da vida na rua. O problema é que nem todo mundo que é salvo quer ser salvo.
Quando estreou e por que ele importa?
Little Soldier chegou aos cinemas da Dinamarca em 18 de outubro de 2017, em circuito de arte. A estreia brasileira ocorreu em mostras e sessões especiais, fora do circuito comercial massivo.
O longa integra a tradição de dramas sociais escandinavos que tratam prostituição e imigração com olhar clínico, ao lado de títulos como Pequeno Soldado (2008) e o clássico A Festa de Babette (1989), de Gabriel Axel.
Annette K. Olesen já tinha prestígio no circuito autoral europeu, com passagens por festivais como Roterdã e Thessaloniki. Little Soldier reforçou a reputação dela como diretora interessada em figuras femininas em situação limite.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a construção silenciosa da relação entre Lotte e Lilly é o motor do filme. Olesen prefere planos longos e rostos em vez de diálogos expositivos, e isso rende um retrato raro de cumplicidade feminina em contexto de vulnerabilidade.
O roteiro trata a prostituição sem moralismo barato. Lilly nunca é reduzida a símbolo de exploração pura. Ela age, negocia e se contradiz como gente.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade, quase contemplativo. Quem espera reviravoltas ou arco clássico de redenção vai achar o terceiro ato parado. O filme pede paciência e atenção a detalhes visuais.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro passou por oficinas de trabalho com prostitutas reais em Copenhague, e algumas cenas foram improvisadas a partir dessas conversas.
- A produção enfrentou dificuldade para escalar atrizes africanas na Dinamarca, o que motivou Stephanie Komba a migrar de Paris para gravar o longa.
- O título em inglês é Little Soldier, mas o título original dinamarquês, Lille Soldat, dialoga com o apelido que Lotte recebe ainda criança, antes de qualquer alistamento militar.
Perguntas frequentes
Little Soldier é baseado em fatos reais?
Não é uma história diretamente biográfica, mas o roteiro foi construído a partir de entrevistas com mulheres em situação de prostituição na Dinamarca e com soldados desmobilizados do exército local.
Onde assistir Little Soldier online?
Por se tratar de um título de catálogo autoral, ele circula em mostras, festivais e plataformas de streaming especializadas em cinema europeu. Consulte a grade dos serviços para a sua região.
Little Soldier tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina em silêncio, sem teasers nem sequência adicional. A última imagem fecha a narrativa de forma definitiva.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas escandinavos com fotografia fria e foco em comportamento, como obras de Susanne Bier e Thomas Vinterberg.
- Quem busca representatividade realista de imigrantes e profissionais do sexo, sem cair em estereótipo de salvador branco.
- Espectadores de cinema de personagem que curtem o estilo de Annette K. Olesen e longas como ID: Identidade Anônima.
Título original: Little Soldier
País de origem: Dinamarca
Data do lançamento: 18/10/2017
Diretor: Annette K. Olesen
Principais atores: