Sobre o que é Life After Beth
Zach (Dane DeHaan) está em frangalhos. A namorada, Beth (Aubrey Plaza), morreu de forma repentina, e ele não consegue seguir em frente.
Até que um milagre aparentemente biológico traz Beth de volta. Os pais da moça escondem o segredo por dias. Para Zach, a princípio, é uma segunda chance: finalmente ele faz as coisas que sempre adiou.
Só que a Beth que voltou não lê emoções direito, tem fomes estranhas e soluções cada vez mais radicais para estancar o apodrecimento. A relação de romance vira uma negociação com prazo de validade.
Estreia, legado e impacto
Life After Beth chegou aos cinemas norte-americanos em agosto de 2014, durante o ciclo do Sundance no qual viralizou um ano antes. Foi a primeira investida de peso do diretor Jeff Baena, depois dos curtas com Miguel Arteta.
Não brilhou nas bilheteiras, mas encontrou público em home video e streaming, justamente por ser uma mistura rara de comédia indie, terror corporal e crítica deRelationship Horror. Entrou no imaginário das comédias de zumbi dos anos 2010, junto a obras como o universo Guardiões da Galáxia na veia pop e esquetes tipo Scott Pilgrim Contra o Mundo na sensibilidade.
Hoje é citado em listas de “romcoms com zumbi”, e segue como vitrine para o timing cômico de Aubrey Plaza.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro equilibra muito bem a fase fofa do reencontro com a fase sangrenta. A dupla de pais, interpretados por John C. Reilly e Molly Shannon, rouba cenas com timing seco.
Ponto alto: Aubrey Plaza usa o sarcasmo que virou marca registrada para fazer uma morta-viva convincente, sem cair no pastelão barato.
Ponto fraco: o terceiro ato arrasta a resolução do triângulo amoroso e aposta em soluções sentimentais meio preguiçosas. Quem busca terror pesado sente falta de mais mordida no gore.
Ponto fraco: a comédia tem picos altos, mas também longos silêncios de humor indie que testam a paciência do espectador.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro foi escrito por Jeff Baena em cerca de três meses, e a ideia nasceu de uma discussão entre amigos sobre o que fariam se o parceiro voltasse dos mortos com problemas de memória.
- Aubrey Plaza gravou boa parte das cenas com próteses no rosto que limitavam sua visão periférica, o que explica o andar meio descoordenado da personagem.
- Anna Kendrick, creditada como Erica, aparece em participações rápidas que foram expandidas após o sucesso do corte inicial no Sundance.
Perguntas frequentes
Life After Beth é terror ou comédia romântica?
É os dois. A premissa é de comédia romântica com zumbi, mas a segunda metade pesa a mão no gore e no desconforto, então funciona melhor como comédia de horror do que como terror puro.
O filme tem cena pós-créditos?
Sim. Há uma cena rápida depois dos créditos finais que muda o status do mundo mostrado no longa, vale esperar.
Life After Beth vale a pena para quem não gosta de zumbis?
Vale, desde que você tolere a decomposição gráfica. A história é menos sobre mortos-vivos e mais sobre a dificuldade de manter um relacionamento quando a outra pessoa muda, então o público de comédia romântica pode curtir.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror deRelationship Horror que gostam de ver a deterioração de um casal usada como combustível narrativo.
- Espectadores que curtem o humor ácido de Aubrey Plaza e de comédias indie norte-americanas dos anos 2010.
- Leitores de quadrinhos e espectadores de filmes que misturam gore pastelão e melancolia de Sundance, com gosto por tragédias sentimentais.