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Kékszakállú

Kékszakállú

14 Festival Drama Duração: 1h 12min

Sobre o que é Kékszakállú

Kékszakállú é um drama argentino que dispensa uma trama tradicional. O filme de Gastón Solnicki apresenta um retrato coletivo de mulheres abastadas em Buenos Aires e Punta del Este, entregues à rotina do trabalho e do descanso.

Livremente inspirado na ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, o longa transforma a crise econômica argentina em pano de fundo para um inventário de corpos, silêncios e pequenas tensões cotidianas.

Mais do que narrar uma história, o filme observa. As protagonistas — interpretadas por Laila Maltz, Katia Szechtman, Lara Tarlowski, Natali Maltz e Maria Soldi — vivem o privilégio como uma espécie de exaustão.

Estreia e legado

Kékszakállú estreou em 2016, nos festivais de Veneza e Toronto, onde chamou atenção pela abordagem ensaística. Chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, com distribuição limitada.

O título é uma homenagem direta ao personagem Barba-Azul da ópera de Bartók, reinterpretado aqui como metáfora para um país preso à própria estagnação. Em 72 minutos, Solnicki constrói um objeto de cinema raro: lento, feminino, político sem panfleto.

É lembrado como um dos destaques do cinema argentino da década, ao lado de obras como Família submersa e Adeus entusiasmo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Solnicki encontra um ritmo raro, capaz de transformar piscina, academia e restaurante em espaços de tensão política. As atrizes não-atrizes entregam um naturalismo desarmante.

Ponto fraco: quem busca narrativa clássica vai se frustrar. A estrutura é fragmentada, quase um diário coletivo, e exige predisposição para o chamado slow cinema.

Em 72 minutos, o filme escolhe ser contemplativo. Isso é força, não falha — mas também não é para todos os públicos.

Curiosidades

  • O título é uma homenagem à ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, compositor húngaro que dá nome ao filme em sua pronúncia original.
  • Gastón Solnicki escalou principalmente mulheres não-atrizes, muitas vindas de seu círculo pessoal, para reforçar o tom documental.
  • O filme foi rodado em locações reais de Buenos Aires e Punta del Este, aproveitando a crise econômica argentina como cenário vivo.

Perguntas frequentes

O que significa o título Kékszakállú?

É a pronúncia húngara de "Barba-Azul", personagem central da ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, da qual o filme se inspira livremente.

Kékszakállú vale a pena?

Vale para quem gosta de cinema de festival, retratos femininos não convencionais e narrativas fragmentadas. Não é indicado para quem busca uma história tradicional com começo, meio e fim.

Kékszakállú tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma abrupta, sem cenas extras após os créditos, coerente com sua proposta contemplativa.

Onde assistir Kékszakállú online?

Consulte a grade de programação atualizada do Filmes no Cinema, que reúne cinemas, salas e opções de streaming em um só lugar.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de festival, especialmente do circuito veneziano e berlinense, interessados em obras experimentais e política do cotidiano.
  • Leitores de ensaios feministas, apaixonados por retratos coletivos de mulheres e retratos de crise econômica como Adeus entusiasmo.
  • Curiosos pelo Kagel en Argentina e pela produção argentina contemporânea fora do mainstream, interessados em óperas, música clássica e adaptações livres como O Suflê.

Título original: Kékszakállú

País de origem: Argentina

Data do lançamento: 16/03/2017

Distribuidora: Festival

Diretor: Gastón Solnicki

Principais atores: