Veja o trailer do filme Kékszakállú
Sobre o que é Kékszakállú
Kékszakállú é um drama argentino que dispensa uma trama tradicional. O filme de Gastón Solnicki apresenta um retrato coletivo de mulheres abastadas em Buenos Aires e Punta del Este, entregues à rotina do trabalho e do descanso.
Livremente inspirado na ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, o longa transforma a crise econômica argentina em pano de fundo para um inventário de corpos, silêncios e pequenas tensões cotidianas.
Mais do que narrar uma história, o filme observa. As protagonistas — interpretadas por Laila Maltz, Katia Szechtman, Lara Tarlowski, Natali Maltz e Maria Soldi — vivem o privilégio como uma espécie de exaustão.
Estreia e legado
Kékszakállú estreou em 2016, nos festivais de Veneza e Toronto, onde chamou atenção pela abordagem ensaística. Chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, com distribuição limitada.
O título é uma homenagem direta ao personagem Barba-Azul da ópera de Bartók, reinterpretado aqui como metáfora para um país preso à própria estagnação. Em 72 minutos, Solnicki constrói um objeto de cinema raro: lento, feminino, político sem panfleto.
É lembrado como um dos destaques do cinema argentino da década, ao lado de obras como Família submersa e Adeus entusiasmo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Solnicki encontra um ritmo raro, capaz de transformar piscina, academia e restaurante em espaços de tensão política. As atrizes não-atrizes entregam um naturalismo desarmante.
Ponto fraco: quem busca narrativa clássica vai se frustrar. A estrutura é fragmentada, quase um diário coletivo, e exige predisposição para o chamado slow cinema.
Em 72 minutos, o filme escolhe ser contemplativo. Isso é força, não falha — mas também não é para todos os públicos.
Curiosidades
- O título é uma homenagem à ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, compositor húngaro que dá nome ao filme em sua pronúncia original.
- Gastón Solnicki escalou principalmente mulheres não-atrizes, muitas vindas de seu círculo pessoal, para reforçar o tom documental.
- O filme foi rodado em locações reais de Buenos Aires e Punta del Este, aproveitando a crise econômica argentina como cenário vivo.
Perguntas frequentes
O que significa o título Kékszakállú?
É a pronúncia húngara de "Barba-Azul", personagem central da ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók, da qual o filme se inspira livremente.
Kékszakállú vale a pena?
Vale para quem gosta de cinema de festival, retratos femininos não convencionais e narrativas fragmentadas. Não é indicado para quem busca uma história tradicional com começo, meio e fim.
Kékszakállú tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma abrupta, sem cenas extras após os créditos, coerente com sua proposta contemplativa.
Onde assistir Kékszakállú online?
Consulte a grade de programação atualizada do Filmes no Cinema, que reúne cinemas, salas e opções de streaming em um só lugar.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de festival, especialmente do circuito veneziano e berlinense, interessados em obras experimentais e política do cotidiano.
- Leitores de ensaios feministas, apaixonados por retratos coletivos de mulheres e retratos de crise econômica como Adeus entusiasmo.
- Curiosos pelo Kagel en Argentina e pela produção argentina contemporânea fora do mainstream, interessados em óperas, música clássica e adaptações livres como O Suflê.
Título original: Kékszakállú
País de origem: Argentina
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: Gastón Solnicki
Principais atores: