Kbela

Kbela

14 Ficção Duração: 23min

Sobre o que é Kbela

Kbela é um curta-metragem de ficção que mergulha na experiência cotidiana de mulheres negras brasileiras sob o peso do racismo.

Dirigido por Yasmin Thayná, o filme parte do cabelo crespo como ponto de partida para discutir identidade, autocuidado e ancestralidade.

Mais do que denunciar, a obra propõe um exercício de autorrepresentação e empoderamento feminino negro, transformando o corpo e o cabelo em território político.

Quando estreou e por que importa

Kbela estreou em 16 de março de 2017, no contexto de um audiovisual brasileiro que ainda engatinhava na representatividade negra feminina por trás das câmeras.

O curta circulou por festivais importantes como o Festival de Brasília, ganhou projeção internacional e se tornou referência em debates sobre estética, raça e gênero no cinema nacional.

Hoje é lembrado como uma obra seminal do cinema preto brasileiro contemporâneo, frequentemente indicada em listas de obras essenciais sobre identidade e desigualdade.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a coragem de misturar linguagem documental e ficcional para falar de algo tão íntimo quanto o cabelo e o corpo negro. O resultado é visceral.

As atrizes entregam verdade crua, e a estética fragmentada reforça a sensação de um Brasil que insiste em apagar a história de quem construiu o país.

Ponto fraco: a narrativa é intencionalmente não linear e subjetiva. Quem busca entretenimento leve ou plot tradicional vai sair desconfortável, o que pode ser mérito, mas também barreira.

São apenas 23 minutos, e a densidade exige atenção total do espectador do início ao fim.

Curiosidades dos bastidores

  • Yasmin Thayná assina roteiro e direção, tornando-se uma das vozes emergentes do cinema negro feminino no Brasil.
  • O título Kbela faz referência direta ao termo usado em comunidades periféricas para se referir ao cabelo crespo, ressignificando o que era xingamento em símbolo de orgulho.
  • O curta mistura depoimentos reais, encenação e elementos de horror e fantasia para retratar o peso do racismo sobre o corpo da mulher negra.

Perguntas frequentes sobre Kbela

Kbela é documentário ou ficção?

É uma obra híbrida. Mistura elementos de ficção, documentário e ensaio visual, com atrizes não profissionais em várias cenas, o que dá um tom de verdade difícil de fabricar.

Kbela tem cena pós-créditos?

Não. Por se tratar de um curta de 23 minutos, a narrativa se encerra antes dos créditos finais, e não há cenas extras após eles.

Onde assistir Kbela online?

O filme está disponível no canal oficial da Globoplay no YouTube, além de circular em mostras universitárias e sessões especiais sobre cinema negro brasileiro.

Pra quem é este filme:

  • Quem estuda cinema brasileiro, relações raciais ou estudos de gênero e quer ver teoria virar imagem em movimento.
  • Interessados em cinema experimental, curtas-metragens autorais e narrativas que rompem com a estrutura clássica de três atos.
  • Quem acompanha o trabalho de artistas negras no audiovisual, como em Virgínia E Adelaide, e quer entender o percurso recente do cinema feito por mulheres pretas no Brasil.