Veja o trailer do filme Ka-teu
Ka-teu
Sobre o que é Ka-teu
Ka-teu (Cart) acompanha o cotidiano de funcionárias de um grande supermercado na Coreia do Sul, até o dia em que colegas terceirizados são demitidos sem aviso.
Sun-hee, caixa veterana interpretada por Yum Jung-ah, e Hae-mee (Moon Jung-hee), mãe solteira, decidem não aceitar a decisão da empresa. A elas se juntam a quase aposentada Soon-rae (Kim Young-ae) e o único homem do sindicato, Dong-jun (Kim Kang-woo).
Mais do que um drama de escritório, o filme é um retrato da precarização do trabalho e da coragem coletiva. A diretora Boo Ji-young constrói a tensão aos poucos, sem apelar para maniqueísmos.
Linha do tempo e legado
Ka-teu estreou em 2014 e integra a safra de dramas sociais sul-coreanos que ganharam espaço em festivais e mostras internacionais ao longo da última década.
O longa dialoga com obras posteriores do mesmo recorte, como Operation Chromite e Medo (2019), que também usam o cinema para discutir relações de poder e mobilização popular.
Hoje, é lembrado como um título de referência para quem estuda representatividade feminina no cinema coreano. Sua releitura de temas trabalhistas segue atual diante do avanço da uberização.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco feminino entrega uma química rara. Yum Jung-ah, Moon Jung-hee e Kim Young-ae formam um trio que sustenta o filme mesmo nos momentos mais expositivos.
A direção de Boo Ji-young evita o tom panfletário e prefere mostrar a organização sindical pelo detalhe: um cartaz, uma assembleia, um olhar entre colegas.
Ponto fraco: o ritmo é contemplativo. Quem busca reviravoltas ou arco emocional marcado pode sentir o segundo act lento demais.
A construção dos antagonistas (a gerência e a corporação) também fica na superfície, sem grande complexidade.
Curiosidades
- O título Ka-teu significa literalmente "carrinho" em coreano, referência direta ao carrinho de supermercado e ao trabalho braçal das personagens.
- Boo Ji-young é conhecida por abordar temas feministas e sociais em seus filmes, e Cart é considerado um de seus trabalhos mais políticos.
- O longa teve repercussão em debates sobre a reforma trabalhista na Coreia do Sul e foi exibido em mostras voltadas a cinema de resistência.
Perguntas frequentes
Ka-teu é baseado em fatos reais?
Não é uma adaptação direta, mas é inspirado em movimentos reais de trabalhadores terceirizados e sindicalização feminina no varejo sul-coreano.
Qual a duração de Ka-teu?
São 110 minutos, pouco mais de uma hora e meia, com narrativa linear e sem cena pós-créditos.
Ka-teu tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma fechada logo após os créditos finais, sem teaser extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas trabalhistas e filmes sobre organização sindical, especialmente do cinema coreano contemporâneo.
- Quem acompanha atrizes como Yum Jung-ah e Moon Jung-hee e quer ver elencos corais com peso dramático.
- Leitores de jornalismo investigativo sobre precarização do trabalho e direitos de trabalhadores terceirizados.