Veja o trailer do filme Jumper

Jumper

Sobre o que é Jumper

David Rice é um cara comum até descobrir que consegue se teleportar para qualquer canto do planeta. Esse dom muda tudo: ele pula da cidade pequena onde sofria bullying direto para Roma, Tóquio, o banco que quiser.

O problema aparece quando uma organização antiga, os Paladinos, decide que todo jumper é uma ameaça a ser eliminada. David passa de turista dos próprios poderes a fugitivo internacional. A solução surge em Griffin, um jumper mais velho e cínico, disposto a mostrar como essa guerra funciona de verdade.

Dirigido por Doug Liman — o mesmo de Capitão América: O Soldado Invernal —, o filme mistura ficção científica, aventura e suspense num estilo pop e global.

Linha do tempo e legado

Jumper chegou aos cinemas brasileiros em 28 de março de 2008, bancado pela Fox Film do Brasil. Estreou em meio a uma leva de adaptações de ficção científica juvenil que marcou os anos 2000.

Baseado no romance de Steven Gould, o longa faturou cerca de 222 milhões de dólares no mundo — números respeitáveis diante do orçamento de 85 milhões. O retorno financeiro garantiu a produção da sequência Impulse (2018), lançada direto em streaming.

Não levou prêmios relevantes, mas cravou o nome de Hayden Christensen como astro de fantasia após Star Wars. Hoje é lembrado como um entretenimento de sábado à tarde: esquecível no roteiro, competente no escapismo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a premissa da teletransporte é explorada com criatividade. Saltos para o Coliseu, para o Egito e para o Grand Canyon viram mini-roteiros visuais, e o ritmo quase nunca cai.

A química entre Hayden Christensen e Jamie Bell também funciona melhor do que o esperado, lembrando a dinâmica de buddy movies estilo Pulp Fiction.

Ponto fraco: as regras do poder são mal explicadas. O CGI é datado em várias cenas e os Paladinos de Samuel L. Jackson ganham motivações rasas — dá para sentir que o roteiro economizou no vilão.

O romance com Rachel Bilson pesa mais do que deveria, ocupando tempo que faria diferença numa sequência de ação.

Curiosidades dos bastidores

  • A produção foi filmada em mais de 15 países, incluindo Itália, Japão, México e Canadá, abusando do conceito de teletransporte para justificar locações de revista.
  • Doug Liman usou técnicas reais de parkour para algumas cenas de salto, dispensando dublês em sequências específicas de Roma.
  • Kristen Stewart faz uma participação pequena como uma amiga de infância de David, pouco antes de estourar em Crepúsculo no mesmo ano.

Perguntas frequentes

Jumper tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com o conflito principal amarrado e créditos rolam sem teasers ou extras.

Jumper é baseado em livro?

Sim. O filme adapta o romance de 1992 de Steven Gould, primeiro de uma trilogia que inclui Reflex (2004) e Impulse (2013).

Jumper 2 existe?

Sequência direta não, mas a história continuou com a série Impulse (2018), no YouTube Premium, com a filha de David como protagonista.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica pop estilo National Treasure, que preferem conceitos brilhantes a regras científicas rígidas.
  • Quem curte blockbusters de viagem global, com locações trocadas a cada quinze minutos no mapa.
  • Apreciadores do Hayden Christensen pós-Anakin, atrás de filmes onde ele só precisa carregar o carisma sem peso dramático.