Journey To China: The Mystery Of Iron Mask

Journey To China: The Mystery Of Iron Mask

Sobre o que é Journey to China: The Mystery of Iron Mask

O cartógrafo inglês Jonathan Green recebe uma missão da coroa britânica: mapear o Extremo Oriente russo, incluindo partes da Sibéria até então inexploradas.

Dirigido por Oleg Stepchenko, o longa é uma mistura assumida de aventura histórica e fantasia heróica, na linhagem dos blockbusters russos de câmera pesada e cenário exuberante.

A jornada de Green o leva da Rússia até a China, onde ele cruza com dragões, mestres marciais, engenheiros excêntricos e figuras históricas como o general Tsung, vividas por Jackie Chan.

O roteiro aposta em humor pastelão, coreografias de kung fu estilizadas e criaturas digitais que lembram jogos de arcade.

Estreia e legado

Journey to China foi lançado em 2019 na Rússia, chegando ao Brasil em home video e em catálogos de streaming.

É a continuação de Viy (2014) e The Iron Mask (2014), expandindo o universo do cartógrafo Jonathan Green que já tinha sido adaptado da obra de Nikolai Gogol.

Mesmo com orçamento milionário, a recepção foi morna: a crítica internacional apontou roteiro confuso e excesso de CGI, mas a produção acumulou bilheteria razoável nos mercados russo, chinês e europeu oriental.

Hoje o filme vive como uma curiosidade cult, lembrado principalmente por juntar Schwarzenegger, Jackie Chan e Rutger Hauer na mesma produção, em um raro registro do último papel de Hauer antes de sua morte em 2019.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco internacional é um absurdo delicioso. Ver Arnold Schwarzenegger e Jackie Chan dividindo tela em uma fantasia russa é, por si só, um evento de cinema trash de luxo.

As paisagens da Sibéria e os figurinos caprichados vendem a proposta de aventura épica.

Ponto fraco: a montagem é desastrosa, o CGI em vários momentos parece de jogo dos anos 2000, e o tom oscila entre infantil e sério sem acertar nenhum dos dois.

O filme pede paciência e suspensão total de ceticismo, quase como um Lego Ninjago: O Filme em escala real e orçamento bagunçado.

Curiosidades dos bastidores

  • O longa marca o último trabalho de Rutger Hauer, que interpreta o embaixador inglês, encerrando uma carreira de mais de 40 anos.
  • Arnold Schwarzenegger gravou cenas com a perna engessada após uma queda, e o script foi adaptado para incluir a limitação como gag visual.
  • A produção utilizou mais de mil figurinos e locações reais na China e na Croácia, antes do enorme trabalho de pós-produção digital que recriou a Sibéria do século XVIII.

Perguntas frequentes

Journey to China: The Mystery of Iron Mask tem cena pós-créditos?

Não há cena pós-créditos confirmada. O filme termina de forma fechada, com uma vinheta de epílogo narrado, sem teasers ou stings extras.

Qual a classificação indicativa?

A classificação no Brasil é de 12 anos, com violência fantasiosa e combate que destoam da realidade.

É uma continuação de qual filme?

É sequência direta de The Iron Mask (também chamado de Viy 2), que adaptou vagamente o conto A Assombração, de Nikolai Gogol. Para quem gosta do estilo, vale conferir também O Estrangeiro e Em Busca de Vingança, do mesmo universo de ação internacional.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de blockbusters russos e fantasia euro-cult no estilo Viy e Night Watch, dispostos a abraçar o trash assumido.
  • Admiradores de Arnold Schwarzenegger nostálgico e de Jackie Chan em fase mais cômica, interessados em ver astros em registros pouco convencionais.
  • Entusiastas de aventuras com criaturas digitais exageradas, roupas de época e referências ao cinema B de exploração, que encontram charme justamente no que falha.