Veja o trailer do filme Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro

Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro

Johnny Mnemonic, o Cyborg do Futuro

O filme

Em 2021, metade da humanidade está infectada pela NAS, uma alergia fatal às ondas eletromagnéticas que transformou a vida urbana em um inferno de apagões e zonas mortas. Nesse cenário, Keanu Reeves interpreta Johnny, um mensageiro que transporta dados confidenciais em um chip implantado direto no cérebro.

Ele aceita uma carga maior do que o hardware aguenta: 320 gigabytes com a possível cura da NAS. A partir daí, vira alvo de corporações, yakuza e mercenários, e corre contra o relógio antes que o chip queime a própria cabeça. A premissa mistura ficção científica, ação e suspense em dose dupla, embalada por um visual cyberpunk assumidamente cafona.

Estreia e legado

Lançado em 1995, Johnny Mnemonic chegou aos cinemas em um momento curioso: o mundo ainda digeria o advento da web comercial e o cyberpunk vivia seu pico cultural. O filme foi um fracasso de bilheteria e recebeu críticas frias na estreia, especialmente pela direção irregular de Robert Longo, artista plástico que assinava aqui seu único longa-metragem como diretor.

Com o tempo, o título virou cult entre fãs do gênero e ganhou fama extra por ser a única grande parceria entre Reeves e o roteirista William Gibson, o pai do cyberpunk literário. Hoje é lembrado como retrato datadíssimo do que os anos 90 achavam que seria o futuro, e como trampolim improvável para o fenômeno Matrix, lançado quatro anos depois.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a estética saturada, o elenco curioso (inclui Ice-T, Dolph Lundgren e Takeshi Kitano) e a curiosidade histórica de ver o cyberpunk pré-Matrix em carne e osso.

Ponto fraco: o ritmo é moroso, a direção de Longo parece em certos momentos um videoclipe esticado e o segundo ato perde fôlego entre perseguições genéricas.

No fim, é um filme para quem gosta do gênero, não para quem busca um clássico instantâneo.

Curiosidades

  • O roteiro é baseado no conto de William Gibson publicado em 1981, mesmo ano em que Gibson cunhou o termo cyberspace.
  • Robert Longo nunca mais dirigiu um longa depois da recepção fria do filme.
  • O ator Henry Rollins aparece como um traficante de código, em um dos raros papéis nas telonas do cantor.

Perguntas frequentes

Johnny Mnemonic é baseado em livro?

Sim. O filme adapta o conto homônimo de William Gibson, publicado na revista Omni em 1981. É uma das raras vezes em que o autor emprestou uma de suas obras ao cinema sem grande envolvimento criativo.

Qual é a duração do filme?

São 98 minutos, distribuídos entre ação, suspense e exposição de mundo cyberpunk. A sensação de lentidão no meio, porém, pode fazer o tempo parecer maior.

Johnny Mnemonic tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma definitiva e a sessão é liberada nos créditos finais, sem extras ou ganchos escondidos.

Johnny Mnemonic tem relação com Matrix?

São obras independentes, mas a parceria de Reeves com a ficção científica começa aqui. Muitos críticos veem Johnny Mnemonic como um rascunho do que Matrix viria a acertar quatro anos depois.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cyberpunk literário que querem ver William Gibson adaptado às pressas.
  • Colecionadores de Keanu Reeves que já maratonaram John Wick e Matrix e querem preencher lacunas.
  • Curiosos de ficção científica dos anos 90 interessados em imaginar como o passado enxergava a internet e a pandemia digital.

Título original: Johnny Mnemonic

País de origem: EUA

Distribuidora: Fox Film do Brasil

Diretor: Robert Longo

Principais atores: