Veja o trailer do filme Jogador nº 1
O filme em uma frase
Em 2044, a humanidade vive grudada no OASIS, um universo virtual onde as pessoas trabalham, estudam e se divertem fugindo de um mundo real em ruínas.
Quando o criador do jogo morre, deixa escondido um easter egg que dá direito a uma herança bilionária. Para encontrar, é preciso saber tudo sobre cultura pop do final do século XX.
O adolescente Wade Watts, chamado Parzival dentro do jogo, entra na disputa e descobre que a caça ao tesouro é só o começo de algo muito maior.
Dirigido por Steven Spielberg, o longa adapta o romance de Ernest Cline e mistura ficção científica, ação e nostalgia pop em doses industriais.
Estreia, legado e impacto
Jogador Nº 1 chegou aos cinemas brasileiros em 29 de março de 2018, com distribuição da Warner Bros. Chegou ao mercado internacional em março, embalado por uma campanha bilionária de marketing e pelo hype do livro de Cline.
A bilheteria não decepcionou: foram mais de 580 milhões de dólares no mundo todo, virando um dos maiores sucessos do ano. Não levou Oscar, mas faturou o Visual Effects Society Award pelos efeitos visuais.
Oito anos depois, o filme virou referência obrigatória quando se fala em realidade virtual e nostalgia gamer. Suas referências a Tubarão, ET e à cultura dos anos 80 seguem sendo discutidas em listas, vídeos e podcasts.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Spielberg está afiada, com sequências de ação dentro do OASIS que são puro combustível de adrenalina. As batalhas com o King Kong, a corrida com o DeLorean e a invasão do Planeta Doom viram um parque de diversões visual irresistível.
Os easter eggs aparecem a cada cinco minutos, transformando a tela em uma caça ao tesouro paralela para o espectador. A trilha sonora, cheia de hits dos anos 80, acerta na nostalgia.
Ponto fraco: a história em si é simples, quase genérica. Os vilões são rasos e o triângulo amoroso entre os protagonistas tem pouco peso emocional.
Quem esperar um roteiro denso vai sair frustrado. O filme é um brinquedo estiloso, não uma reflexão profunda sobre tecnologia.
Curiosidades dos bastidores
- Ernest Cline, autor do livro, aparece rapidamente em uma das cenas como um dos jogadores do OASIS, escondido entre referências.
- DeLorean original usado nos filmes De Volta para o Futuro foi levado ao set para gravação da corrida, com Spielberg supervisionando a cena.
- O roteiro original tinha quase 250 páginas porque listava cada easter egg em detalhes, obrigando a equipe a reescrever para reduzir a duração.
Perguntas frequentes
Jogador Nº 1 tem cena pós-créditos?
Não, o filme termina com um final fechado logo após o desfecho da corrida. Pode levantar da poltrona antes dos créditos.
Jogador Nº 1 é baseado em livro?
Sim, o longa adapta o romance homônimo de Ernest Cline, publicado em 2011. O próprio Cline coescreveu o roteiro com Zak Penn.
Jogador Nº 1 vale a pena mesmo sem jogar videogame?
Vale. As referências a jogos são constantes, mas o filme funciona pela ação, pelos efeitos visuais e pelo ritmo. Quem não conhece Street Fighter ou Atari ainda vai se divertir com a correria dentro do OASIS.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Spielberg que cresceram assistindo ET e Tubarão e querem reconhecer as referências jogadas na tela.
- Gamers nostálgicos dos anos 80 e 90, familiarizados com Atari, arcade, RPG e cultura dos fliperamas.
- Entusiastas de ficção científica e realidade virtual, interessados em imaginar futuros distópicos mediados por tecnologia.
Título original: Ready Player One
País de origem: EUA
Data do lançamento: 29/03/2018
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: Steven Spielberg
Principais atores: