Veja o trailer do filme Jobs

Jobs

Jobs

12 Biografia Drama Duração: 2h 2min

Sobre o que é Jobs

Jobs acompanha a vida de Steve Jobs desde a fase de hippie descolado no college até o trono de CEO da Apple. A história mostra um sujeito com visão implacável de produto, difícil de lidar em casa e no escritório.

Dirigido por Joshua Michael Stern, o filme estrutura a narrativa em três atos. Cada ato termina com um keynote da Apple: o lançamento do Macintosh, a saída da empresa e o retorno triunfal com o iPod, em 2001.

Para contextualizar o gênero, vale conferir a lista completa de filmes biografia em cartaz. O tom de drama biográfico lembra o de Álbum de família, também focado em tensões familiares de protagonistas ambiciosos.

Estreia e legado

Jobs chegou aos cinemas brasileiros em 6 de setembro de 2013, distribuído pela Playarte Pictures. Estreou nos EUA em agosto do mesmo ano, abrindo em terceiro lugar nas bilheterias com cerca de US$ 6,7 milhões no fim de semana de estreia.

A crítica recebeu o filme de forma morna. No Rotten Tomatoes, ficou com menos de 30% de aprovação. O público também não abraçou: bilheteria final mundial mal passou dos US$ 35 milhões contra orçamento de US$ 12 milhões, configurando fracasso comercial.

Hoje o longa é lembrado mais como curiosidade histórica do cinema do que como referência. Foi ofuscado por Steve Jobs (2015), de Danny Boyle, com roteiro de Aaron Sorkin e Michael Fassbender no papel principal, que trouxe um retrato mais ácido e detalhado do mesmo protagonista.

Mesmo assim, Jobs permanece como porta de entrada para entender a mitologia do cofundador da Apple e o clima do Vale do Silício nos anos 70 e 80.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a reconstituição de época é caprichada, com direito a cenários do Vale do Silício, computadores vintage e figurino fiel, incluindo o icônico look de Jobs de gola alta preta e jeans.

A escalação de Ashton Kutcher como Steve Jobs rende uma imitação física surpreendente, com postura, olhar e até o andar característicos.

Ponto fraco: o roteiro é raso e biográfico demais, pulando momentos-chave da vida pessoal, como a paternidade da filha Lisa, que aparece de forma quase inofensiva.

Personagens coadjuvantes, incluindo o Wozniak de Josh Gad e John Sculley de Matthew Modine, funcionam mais como símbolos do que como gente de verdade. O longa economiza nos conflitos que poderiam torná-lo marcante.

Curiosidades

  • Ashton Kutcher virou fã declarado de tecnologia para entrar no papel: visitou Cupertino, conheceu funcionários antigos da Apple e chegou a estudar os keynotes reais de Jobs.
  • A atriz Ahna O’Reilly, que interpreta a namorada Chris-Ann Brennan, também é conhecida por A beleza de Angel, com Dermot Mulroney no elenco.
  • Antes do longa, Kutcher se parecia tanto com Jobs que a própria Apple usou uma foto dele, posando como gênio da tecnologia, em uma campanha publicitária.

Perguntas frequentes

Jobs (2013) é a cinebiografia definitiva de Steve Jobs?

Não. O filme é uma cinebiografia superficial, mais focada em fatos e visual do que em camadas psicológicas. Para o retrato mais crítico, o indicado é Steve Jobs (2015), de Danny Boyle, com roteiro de Aaron Sorkin.

Jobs tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com imagens reais do verdadeiro Steve Jobs em keynotes, sem cenas extras durante ou depois dos créditos.

Ashton Kutcher ganhou algum prêmio pelo papel?

Não. A performance rendeu indicações ao Framboesa de Ouro de Pior Ator em 2014, e a crítica especializada considerou a interpretação mais como imitação do que como trabalho de construção de personagem.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de produtos Apple e da história do Vale do Silício que querem entender a origem do Macintosh e do iPod.
  • Quem curte cinebiografias de gênios temperamentais, tipo Depois daquela montanha ou Anjos da vida.
  • Espectadores interessados em comparar a atuação de Kutcher com a de Michael Fassbender em Steve Jobs (2015), de Danny Boyle.


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