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Indiana Jones e a Última Cruzada

Indiana Jones e a Última Cruzada

Livre Aventura Ação Duração: 2h 6min

Do envelope misterioso ao cálice sagrado

Em 1938, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) põe as mãos num envelope que aponta para o paradeiro do Santo Graal. A relíquia que, segundo a lenda, teria sido o cálice de Jesus Cristo na Última Ceia.

O problema? Os nazistas já estão no encalço da mesma pista. E quando eles sequestram Henry Jones (Sean Connery), pai de Indy e professor obcecado pelo Graal, a missão vira resgate e corrida contra o tempo.

Dirigido por Steven Spielberg, o filme é o terceiro capítulo da franquia e aposta num tom mais leve e bem-humorado do que Templo da Perdição. É aventura escancarada, com direito a fuga de zepelim, barco pelos canais de Veneza, perseguição de moto e uma das entradas de caverna mais lembradas dos anos 80.

Estreia e legado de um clássico pop

Indiana Jones e a Última Cruzada chegou aos cinemas em 22 de junho de 1989, pouco menos de um ano após Templo da Perdição. A pressa era para manter a franquia ativa antes que Harrison Ford e Spielberg seguissem para outros projetos.

Resultado: o filme faturou mais de 474 milhões de dólares no mundo e se tornou o maior sucesso comercial da trilogia original. Foi indicado a cinco categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme — raridade para um longa de aventura — e venceu a estatueta de Melhor Edição.

Décadas depois, é apontado por boa parte do público e da crítica como o melhor filme da saga Indiana Jones. A parceria com o pai de Indy virou referência cultural, citada em paródias, memes e até no título original em inglês ("The Last Crusade" virou sinônimo de jornada derradeira). Se você cresceu nos anos 80 ou 90, é quase impossível não ter visto uma cena dele pela TV aberta.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Harrison Ford e Sean Connery rouba a cena. Pai e filho trocando farpas ácidas enquanto correm contra nazistas é um motor narrativo raro de aventura que envelhece bem. As sequências de ação seguem espetaculares quase 40 anos depois — efeitos práticos, escala real, stunt work de verdade.

Ponto fraco: o terceiro ato em Petra, no fundo da caverna do Graal, escorrega para um tom levemente infantil e resolve conflitos com soluções um pouco convenientes demais. A cena do 'escolha com sabedoria' é icônica, mas a sequência final perde um pouco da tensão construída até ali.

Curiosidades de bastidor

  • Sean Connery aceitou o papel de pai de Henry Jones por sugestão do próprio Spielberg, e a diferença de idade com Ford na vida real é de apenas 12 anos — a química em tela é puro talento.
  • River Phoenix, que interpreta o Indy adolescente na abertura, foi escalado principalmente por sua semelhança física com um Harrison Ford jovem; a cena foi gravada meses antes das filmagens principais.
  • A famosa frase "Sheer heart attack" que aparece como pista no diário do pai foi uma sugestão de Tom Stoppard, roteirista do filme, referenciando a música do Queen como easter egg para os fãs.

Perguntas frequentes

Indiana Jones e a Última Cruzada é o melhor filme da franquia?

Para muitos fãs e críticos, sim. Ele equilibra bem o tom de aventura com humor, tem vilões marcantes e a melhor relação protagonista/coadjuvante da saga com Sean Connery. Templo da Perdição tem quem prefira pelo tom mais sombrio, mas a média geral coloca a Última Cruzada no topo.

Qual é a ordem correta para assistir aos filmes de Indiana Jones?

A ordem cronológica de lançamento é: Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Templo da Perdição (1984), A Última Cruzada (1989), Reino da Caveira de Cristal (2008) e Relíquias do Destino (2023).

Onde assistir Indiana Jones e a Última Cruzada online?

O filme está disponível no catálogo do Disney+, onde toda a franquia foi reunida após a aquisição da Lucasfilm pela Disney. Também aparece em reestréias pontuais no circuito comercial, especialmente em versões remasterizadas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs da franquia Indiana Jones: que querem revisitar o capítulo considerado por muitos o mais completo da trilogia original.
  • Apaixonados por aventura clássica dos anos 80: que curtem Spielberg nessa fase ao lado de Tubarão (1975) e ET, O Extraterrestre (1982).
  • Colecionadores de cultura pop nostálgica: que reconhecem referências, trilhas sonoras de John Williams e easter eggs espalhados pela trilogia.