Veja o trailer do filme Howard, O Super-herói

Howard, O Super-herói

Howard, O Super-herói

O pato que caiu do espaço sideral

Imagine um pato falante, mal-humorado e fumante de charuto, arrancado do seu planeta por um raio laser descontrolado. Esse é o ponto de partida de Howard, O Super-herói, um dos filmes mais insólitos já lançados por um grande estúdio de Hollywood.

Quando uma máquina experimental da Terra dispara um feixe que atravessa o cosmos, ela não só traz Howard até Cleveland como também carrega um alienígena que pretende subjugar a humanidade. Perdido num mundo de humanos, ele conta com a ajuda de Beverly Switzler, uma musa alternativa que se torna sua parceira improvável.

O resultado é uma mistura esquisita de comédia, ação e ficção científica que nunca decidiu direito que público queria agradar.

Um clássico do desastre cinematográfico

Lançado em dezembro de 1986 pela Universal, Howard, O Super-herói entrou para a história como um dos maiores fracassos da Marvel nos cinemas. Custou cerca de 37 milhões de dólares e mal recuperou metade disso nas bilheterias iniciais.

A crítica da época foi impiedosa e o público não respondeu. Com o tempo, porém, o filme ganhou uma legião de admiradores involuntários, gente que revisita justamente pelo seu nonsense.

Hoje é citado em listas de piores longas já feitos, ao lado de títulos como Os Batutinhas e aparece como referência obrigatória em documentários sobre os anos 80. O curioso é que a Marvel só voltou a emplacar um personagem de pato em 2022, com o curta premiado The Duck, mostrando que o trauma persiste.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a curiosidade. Ver o pato em tamanho real, mal-humorado, cantando no Beco do Crime e flertando com uma humana adulta provoca um estranhamento genuíno que é difícil de encontrar em qualquer outro longa.

Ponto alto: o elenco jovem. Lea Thompson, que veio do sucesso de De Volta para o Futuro no mesmo ano, e Tim Robbins, pré-celebridade, entregam atuações comprometidas com um material que claramente não ajuda.

Ponto fraco: o roteiro. A direção de Willard Huyck não consegue decidir entre sátira adulta, aventura infantil e humor pastelão, e o filme não acerta em nenhum dos três.

Ponto fraco: os efeitos visuais. O pato em tamanho real envelhece mal, e algumas cenas de ação parecem mais um episódio de série B do que um lançamento de estúdio.

Fatos que você provavelmente não sabia

  • O pato em tamanho real foi operado por até seis pessoas dentro do traje, e a voz foi originalmente gravada por Chip Zien, sendo regravada depois por Tim Rose para parecer mais rouca.
  • O longa é considerado o primeiro filme da Marvel baseado em personagem de HQ, doze anos antes de Blade reacender a editora nos cinemas.
  • Chegou a ter uma sequência planejada escrita por Huyck chamada Howard the Duck: The Movie, Part II, mas o fracasso de bilheteria enterrou o projeto para sempre.

Perguntas frequentes

Howard, O Super-herói tem cena pós-créditos?

Não, o filme termina sem cena extra e sem gancho para continuação, apesar de ter sido pensado como possível início de uma franquia.

Howard, O Super-herói é um filme da Marvel?

Sim, é baseado em personagem da Marvel Comics e é considerado a primeira adaptação solo do estúdio, embora os direitos tenham ficado com a Universal na época.

Howard, O Super-herói vale a pena assistir hoje?

Vale como curiosidade histórica e peça de humor involuntário, mas não funciona como entretenimento intencional e pode decepcionar quem espera uma aventura divertida.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema deCult trash dos anos 80: apreciam filmes que são desastres ambiciosos, colecionam VHS raros e debatem os maiores fracassos de Hollywood em fóruns especializados.
  • Curiosos pela história da Marvel: gostam de entender os tropeços do estúdio antes do MCU, leem HQs antigas e se interessam por adaptações bizarras como Elektra e Lanterna Verde.
  • Entusiastas de humor involuntário: assistem a Rifftrax, Mystery Science Theater e buscam aquele tipo específico de comédia que só funciona por acidente.