Veja o trailer do filme Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2

10 Fantasia Ação Duração: 2h 7min

O que acontece em Homem-Aranha 2

Dois anos depois de Willem Dafoe ter interpretado o Duende Verde no primeiro filme, a vida de Peter Parker virou de cabeça para baixo. Ele precisa entregar pizzas, pagar o aluguel e ainda salvar a cidade de Nova York.

Sem grana, sem sorte no amor e com a culpa corroendo por dentro, Peter toma a decisão radical de largar o uniforme. É aí que a bagunça fica grande: o cientista Dr. Otto Octavius (Alfred Molina) perde o controle de uma fusão nuclear e ganha quatro tentáculos de metal dotados de uma inteligência artificial que fala com ele.

O longa é uma mistura de ação, fantasia e drama pessoal. Para quem curte uma origem de super-herói menos piegas e mais realista, este título costuma aparecer nas listas de melhores adaptações de HQs para o cinema.

Estreia, legado e impacto

Homem-Aranha 2 chegou aos cinemas brasileiros em 2 de julho de 2004, com distribuição da Sony Pictures. A resposta foi imediata: público e crítica passaram a tratá-lo como o melhor filme de super-herói já feito, título que ele sustentou por mais de uma década.

No Oscar 2005, a produção levou a estatueta de Melhores Efeitos Visuais e foi indicada ainda em Mixagem de Som. O confronto final no trem elevado de Nova York virou referência obrigatória para qualquer blockbuster posterior.

Quase duas décadas depois, o filme segue cultuado entre fãs do Sam Raimi (que depois assinaria Arraste-me para o Inferno) e lembrado como o ponto alto de uma trilogia que definiu o cinema de heróis nos anos 2000.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro escrito por Alvin Sargent equilibra bem a escala de um blockbuster com os dilemas humanos de Peter. A relação dele com Tia May, a tensa dinâmica com Harry e o arco do Dr. Octopus são bem construídos.

Outro acerto: a sequência no trem, em que Peter tenta desesperadamente impedir o desastre, mistura tensão e emoção como poucos filmes de super-herói conseguiram na época. Os efeitos visuais envelheceram razoavelmente bem, embora alguns trechos em CGI já denunciem o ano de lançamento.

Ponto fraco: o ritmo cai em alguns momentos do segundo ato, quando Peter precisa lidar com sua vida comum e a cobrança por juntar os boletos pesa mais do que a ação. O romance com Mary Jane também continua arrastado, com cenas que dependem demais do recurso de fazer a mocinha se apaixonar por um cara que não larga o emprego de entregador.

Curiosidades

  • Participação relâmpago do pai do diretor: Ted Raimi, irmão de Sam Raimi, aparece como um dos seguranças do banco. É um easter egg comum nas obras do diretor.
  • Bruce Campbell de novo: o eterno parceiro de Sam Raimi faz o apresentador de TV que se recusa a parar a transmissão mesmo durante o caos dos tentáculos. Aparece também no primeiro filme, sempre em participações curtas.
  • Múltiplas mortes de J. Jonah Jameson: o personagem de J.K. Simmons aparece em pelo menos cinco situações de quase-morte, mostrando que o roteirista apostou em humor visual até nas situações mais tensas.

Perguntas frequentes

Homem-Aranha 2 é melhor que o primeiro? Sim, segundo a maioria das críticas e fãs. O arco do Dr. Octopus e o desenvolvimento de Peter o colocam acima do longa de 2002 em quase todos os aspectos técnicos e narrativos.

Quem é o vilão de Homem-Aranha 2? O Dr. Octopus, interpretado por Alfred Molina. Surge após um acidente em uma fusão nuclear controlada que funde quatro tentáculos mecânicos com inteligência artificial ao seu corpo.

Tem cena pós-créditos em Homem-Aranha 2? Não, o filme termina antes dos créditos e não há cena após eles. O elenco, no entanto, costuma incluir participações especiais de figuras conhecidas do universo Marvel.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de HQs clássicas e nostalgia dos anos 2000: quem cresceu com a trilogia original de Sam Raimi vai reconhecer easter eggs e referências, incluindo a participação rápida do pai do Raimi em um banco.
  • Apreciadores de super-heróis com peso dramático: diferente de muitas adaptações que apostam só em humor e efeitos, este longa investe em dilemas pessoais, culpa e redenção no estilo de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
  • Quem curte o terror estilizado de Sam Raimi: diretor com assinatura própria, ele traz humor físico, enquadramentos inventivos e aquele toque de horror cômico típico de sua filmografia.