Veja o trailer do filme Holy Motors

Holy Motors

Holy Motors

14 Drama Fantasia Duração: 1h 55min

Sobre o que é Holy Motors

Um homem chamado Oscar acorda, entra em uma limusine branca e começa a trabalhar. O trabalho dele é se transformar. Ao longo de um único dia em Paris, ele vira mendigo, assassino, pai em luto, monstro, captador de modelos e várias outras figuras que não têm conexão aparente entre si.

Dirigido pelo francês Leos Carax, Holy Motors não funciona como uma narrativa com começo, meio e fim. Funciona como um catálogo de existências, onde cada parada da limusine é uma vida possível, uma máscara descartada antes da próxima cena.

A pergunta central do filme é simples e incômoda: o que sobra de uma pessoa quando ela para de atuar? Oscar nunca para. A limusine dirigida por Céline, interpretada por Edith Scob, é a única constante — e talvez a única testemunha.

Quando estreou e por que ainda importa

Holy Motors teve sua première mundial no Festival de Cannes 2012, na competição oficial. Saiu de lá sem prêmio, mas com uma das reputações mais polarizadas daquela edição: parte da crítica ovacionou, parte saiu da sala em silêncio. Estreou nos cinemas brasileiros no final de 2012, pela Imovision, em circuito restrito.

Mais de dez anos depois, o filme virou referência obrigatória em qualquer conversa sobre cinema performático contemporâneo. É citado por cineastas como Gaspar Noé, Harmony Korine e até por músicos que enxergam no longa um álbum visual de clipes costurados.

Em 2013, a Cahiers du Cinéma incluiu Holy Motors em várias listas de fim de ano e o transformou em objeto de culto para uma geração que cresceu vendo cinema digital e sentia saudade do analógico.

Holy Motors vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência no La Samaritaine, com Kylie Minogue interpretando uma das cenas mais bonitas já filmadas sobre o fim de uma relação. Carax filma a intimidade como quem filma um ritual, e o resultado trava na garganta.

Ponto fraco: exige tolerância alta para abstrações. Quem espera uma trama amarrada vai sair frustrado na metade. O filme aposta tudo na atmosfera e na performance, e nem todo espectador está disposto a pagar esse preço.

Curiosidades de bastidores

  • Leos Carax não filmava um longa havia treze anos quando começou Holy Motors, após a difícil produção de Pola X (1999).
  • A limusine branca é a mesma do filme Scanners, de David Cronenberg, comprada pelo próprio Carax em um leilão.
  • Michel Piccoli e Eva Mendes aparecem em participações rápidas que ficaram marcadas entre os fãs do filme.

Perguntas frequentes sobre Holy Motors

Holy Motors tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma abrupta, com o próprio Carax aparecendo em um dos últimos segmentos. Não há cenas extras após os créditos finais.

Holy Motors é baseado em alguma história real?

Não. O roteiro é original de Leos Carax e foi escrito como uma reflexão sobre o próprio ato de atuar, inspirada em parte pela ideia de que o cinema estava se tornando digital e perderia o corpo dos atores.

Holy Motors tem quantas horas de duração?

O filme tem 115 minutos, pouco menos de duas horas, divididos em onze segmentos principais com títulos próprios na tela.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama experimental e cinema de autor europeu, especialmente obras do cinema francês dos anos 2000 em diante.
  • Interessados em fantasia não-linear, que encaram o gênero como ferramenta filosófica e não como fuga literal.
  • Estudantes e profissionais de artes visuais, performance e moda que reconhecem a limusine como um ateliê itinerante.