Veja o trailer do filme Grace Jones: Bloodlight and Bami
Grace Jones: Bloodlight and Bami
O documentário
Nome complicado, mas a proposta é simples: mostrar Grace Jones sem filtro. O filme recusa o formato clássico de documentário com entrevistas em cadeiras e narração explicativa.
Dirigido por Sophie Fiennes, o projeto foi filmado ao longo de dez anos e mistura turnês, bastidores, viagens à Jamaica, estúdio em Paris e registros de vida pessoal.
Mais do que contar a história de Grace Jones, o longa propõe uma experiência sensorial: a câmera entra em ensaios, shows, jantares em família e momentos privados com Jean-Paul Goude, sem jamais entregar respostas fáceis.
Estreia e legado
O filme teve sua estreia mundial no Toronto International Film Festival (TIFF) em 2017, fora da competição oficial.
A passagem pelo festival gerou debates sobre os limites entre documentário e ensaio visual, com a crítica especializada dividida entre quem achou a abordagem genial e quem considerou o filme hermético demais.
Hoje, Bloodlight and Bami é lembrado como um dos retratos mais honestos já feitos sobre a artista, justamente por não tentar domesticar uma figura impossível de domesticar.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a intimidade rara com Grace Jones, filmada em estado bruto, sem a camada promocional que costuma dominar retratos de celebridades.
Ponto alto: os registros dos shows, com câmera colada no corpo e na voz da artista, transmitem a energia que nenhum clipe consegue reproduzir.
Ponto fraco: a estrutura fragmentada exige paciência. Quem busca uma biografia linear com datas e marcos vai sair frustrado.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento em alguns momentos, especialmente nas cenas na Jamaica, que funcionam mais como respiro estético do que como narrativa.
Curiosidades
- O título vem de duas gírias jamaicanas: "bloodlight" refere-se à luz vermelha que indica quando uma câmera está gravando, e "bami" é um tipo de pão tradicional da Jamaica.
- A diretora Sophie Fiennes é irmã dos atores Ralph e Joseph Fiennes, mas construiu carreira própria no documentário experimental.
- O filme foi filmado em câmeras pequenas por mais de uma década, o que permitiu captar momentos que uma equipe maior jamais registraria.
Perguntas frequentes
Grace Jones: Bloodlight and Bami é um documentário convencional?
Não. O filme recusa entrevistas formais e narrativas lineares, apostando em fragmentos, ensaios visuais e cenas de bastidores ao longo de dez anos.
Quem aparece no documentário?
A própria Grace Jones, seu ex-parceiro criativo Jean-Paul Goude, a dupla Sly & Robbie, familiares e pessoas próximas do círculo da artista.
Onde o filme se passa?
As gravações aconteceram principalmente na Jamaica, em Paris e em turnês internacionais, captando tanto a vida privada quanto a vida nos palcos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Grace Jones que já leram tudo sobre ela e querem algo além do óbvio
- Apaixonados por documentários não convencionais, no estilo de busca sensorial
- Interessados em música, moda e performance dos anos 80 e 90
Título original: Grace Jones: Bloodlight and Bami
País de origem: Irlanda / Reino Unido
Distribuidora: Festival
Diretor: Sophie Fiennes
Principais atores: