Godzilla: King of the Monsters

Godzilla: King of the Monsters

O que esperar de Godzilla: Rei dos Monstros

Prepare-se para um festival de destruição em escala planetária. A continuação direta de Godzilla (2014) mergulha de cabeça no lado mais pop do MonsterVerse, reunindo Godzilla, Mothra, Rodan e o vilão Ghidorah em confrontos que fazem os trailers de 2014 parecerem amadores.

Dirigido por Michael Dougherty, conhecido por Krampus, o filme troca o tom mais sério do primeiro longa por uma abordagem mais aventuresca, com easter eggs, referências diretas aos filmes Toho e fan service quase constante. É puro cinema escapista de ação e ficção científica.

Para quem cresceu assistindo aos kaijus japoneses na TV, a sessão vai funcionar como uma carta de amor ao gênero. Para o público que busca drama denso ou construção de personagem, o roteiro pode frustrar.

Estreia e legado

Godzilla: Rei dos Monstros chegou aos cinemas brasileiros em 21 de março de 2019, distribuído pela Warner Bros. O longa arrecadou mais de 386 milhões de dólares mundialmente, mas ficou abaixo das expectativas da Legendary, o que ajudou a moldar a estratégia do estúdio para Godzilla vs. Kong em 2021.

Na crítica, dividiu opiniões. O Metacritic deu 51/100 e o Rotten Tomatoes cravou 42% de aprovação. O público, por outro lado, recebeu melhor: a nota B no CinemaScore mostra que quem comprou ingresso saiu relativamente satisfeito.

Hoje, o filme é lembrado como um divisor de águas no MonsterVerse, o ponto em que a franquia abandonou qualquer pretensão realista e abraçou o lado mais mitológico dos Titãs. Continua sendo a entrada mais "festa dos monstros" da saga.

Vale o ingresso?

Ponto alto: as batalhas entre os Titãs são visualmente espetaculares. A sequência de Boston com Ghidorah e Godzilla é um dos grandes momentos de blockbusters da década. A trilha sonora de Bear McCreary dá peso emocional aos confrontos.

As interações entre os monstros respeitam a mitologia Toho, com hierarquia e simbolismo que vão além do simples soco atômico.

Ponto fraco: os personagens humanos são rasos. O núcleo familiar vivido por Chandler e Farmiga soa genérico, e Millie Bobby Brown não tem muito o que fazer além de chorar e olhar preocupada. O terceiro ato tem diálogos expositivos demais.

Também pesa o ritmo irregular: o primeiro ato é lento, o segundo acelera e o terceiro vira puro combate, mas resolve conflitos por conveniência.

Curiosidades rápidas

  • Mothra foi apresentada com sua clássica canção tema japonesa, homenagem direta aos filmes da Toho dos anos 60
  • Thomas Middleditch, o famoso Richard Hendricks de Silicon Valley, tem participação no longa
  • Zhang Ziyi interpreta a Dra. Chen, papel originalmente pensado como mais central, mas reduzido na edição final

Perguntas frequentes

Godzilla: Rei dos Monstros tem cena pós-créditos?

Sim, há uma cena pós-créditos curta que antecipa o confronto com Kong. Funciona como teaser para o filme seguinte, mas não muda nada do que foi apresentado.

Preciso ter assistido Godzilla (2014) para entender este filme?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. O longa resolve conflitos pendentes do anterior e introduz novos personagens sem retomá-los com profundidade.

O filme está disponível em streaming?

No Brasil, o longa já passou pela janela de exibição e costuma estar no catálogo de plataformas digitais como HBO Max e Apple TV, mas a disponibilidade varia por região. Confira a programação atualizada abaixo.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de kaiju clássicos que cresceram com filmes da Toho e reconhecem Mothra, Rodan e Ghidorah no primeiro frame
  • Quem curte blockbusters visuais sem compromisso com realismo, estilo Pacific Rim e Independence Day
  • Apreciadores de fan service pesado, easter eggs e construção de universo compartilhado estilo MonsterVerse