Veja o trailer do filme Gigolô Europeu por Acidente
Gigolô Europeu por Acidente
Do fundo do poço para o glamour (questionável) da Europa
Em Gigolô Europeu por Acidente, Rob Schneider volta a vestir a carapuça de Deuce Bigelow, o gigolô mais atrapalhado da história do cinema americano.
A premissa é simples: ele achava que tinha largado a profissão, mas é arrastado de volta quando o ex-cafetão T.J. Hicks, vivido por Eddie Griffin, vira suspeito de uma série de assassinatos de gigolôs europeus.
Para limpar a barra do amigo, Deuce aceita retomar o batente, embarca para a Europa e entra de cabeça numa investigação que envolve a temida Sociedade dos Gigolôs Europeus.
O resultado é uma comédia que aposta em confusões de quarto, piadas culturais batidas e no carisma ingênuo do protagonista.
Uma sequência que ninguém pediu
Lançado em 2005, o filme chegou como continuação direta de Deuce Bigalow: Gigolô Americano (1999), que já era uma aposta arriscada de Adam Sandler, produtor e roteirista da franquia.
Apesar do marketing pesado, a produção foi massacrada pela crítica e pelo público, chegando a figurar em listas de filmes mais negativados do ano.
Recebeu indicações ao Framboesa de Ouro, incluindo Pior Filme, Pior Ator e Pior Sequência — retrato fiel do legado da comédia.
Hoje, é lembrado mais como curiosidade no currículo de Schneider do que como clássico cult. Pode ser Conferido na íntegra em algumas plataformas de streaming, mas dificilmente aparece em retrospectivas importantes.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Rob Schneider e Eddie Griffin funciona como almofada para as piadas mais fracas, e o roteiro tem um ou dois momentos realmente engraçados, especialmente nas cenas com a alta sociedade europeia.
As participações de Adam Sandler e Fred Armisen garantem alguns cameos que rendem boas risadas.
Ponto fraco: o humor é extremamente datado, repetitivo e depende quase 100% de piadas escatológicas. O ritmo cansa rápido e o arco investigativo é só pretexto para a próxima piada de cama.
Não espere desenvolvimento de personagem: Deuce é exatamente o mesmo do primeiro filme, e os clientes europeus são mais do mesmo.
- O roteiro original era ainda mais pesado e precisou de várias refações para conseguir classificação indicativa menos restritiva nos EUA.
- Adam Sandler, grande parceiro de Schneider, produziu o filme pela Happy Madison, mas não quis reprisar seu papel do primeiro longa.
- As filmagens passaram por Amsterdã, Paris e Barcelona, aproveitando locações reais para os exteriores da Sociedade dos Gigolôs Europeus.
Gigolô Europeu por Acidente tem cena pós-créditos?
Não, o longa termina logo após o desfecho principal, sem ganchos extras. Quem esperar sentado pela cena bônus vai sair frustrado.
Gigolô Europeu por Acidente vale a pena?
Depende do seu nível de tolerância a humor escatológico. Fãs de Rob Schneider encontram o que procuram, mas quem busca comédia inteligente deve passar longe.
Quem dirige Gigolô Europeu por Acidente?
A direção fica com Mike Bigelow, que repetiu a parceria com Schneider iniciada no primeiro filme da franquia.
Pra quem é este filme:
- Fãs de humor pastelão estilo Adam Sandler, que curtem Gente Grande e Zohan - Um Agente Bom de Corte.
- Quem cresceu nos anos 2000 assistindo comédias de baixo orçamento na Sessão da Tarde e tem nostalgia de Norbit e Como Se Fosse a Primeira Vez.
- Curiosos que querem risadas sem compromisso, comédia gratuita no streaming e humor que não exige pensar.
Título original: Deuce Bigalow : European Gigolo
País de origem: EUA
Diretor: Mike Bigelow
Principais atores: