FUKUSHIMA, MON AMOUR

FUKUSHIMA, MON AMOUR

Ficção Drama Duração: 1h 44min

Sobre o que é Fukushima, Mon Amour

Marie é uma jovem alemã que decide recomeçar a vida no Japão. Ela se voluntaria para a Clowns4Help, um grupo que tenta animar os sobreviventes do desastre nuclear de 2011 em Fukushima.

O problema é que Marie não nasceu para fazer palhaçada. A piada não sai, o choro alheio a engole e ela percebe que está fugindo da própria dor, não ajudando ninguém.

Aí aparece Satomi, a última gueixa de Fukushima, que escolheu voltar sozinha para sua casa velha dentro da zona radioativa. Duas mulheres presas ao passado, que precisam aprender a deixar a culpa para trás.

Estreia e legado do filme

Fukushima, Mon Amour (título original: Grüße aus Fukushima) chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, com distribuição limitada. É um filme pequeno, mas com presença marcante em mostras internacionais de cinema europeu e asiático.

A diretora Doris Dörrie é conhecida por comédias alemãs como Homens e Cherry Blossoms — curiosamente, esta versão nacional de Hanami - Cerejeiras em Flor é a mesma história de outro filme citado nos relacionados. Aqui ela troca a leveza pelo silêncio e pelo peso do trauma coletivo.

Na Alemanha, o longa rendeu à Kaori Momoi o prêmio de melhor atriz no Bayerischer Filmpreis de 2016, reforçando a força do elenco oriental em produções europeias. É um daqueles filmes que cresce no boca a boca e ganha admiradores fiéis entre quem busca drama de caráter.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Rosalie Thomass e Kaori Momoi. As duas vivem o filme inteiro em olhares, silêncios e pequenos gestos, sem nunca apelar para o dramalhão fácil.

A cinematografia também merece destaque. As cenas dentro da zona radioativa têm uma beleza estranha, quase onírica, que mistura废墟 e flores de cerejeira.

Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Quem espera um filme sobre o desastre nuclear com tensão ou explicações técnicas vai se frustrar. Aqui a catástrofe é pano de fundo, não motor de ação.

Também não espere um tratamento didático sobre Fukushima. O longa assume que o espectador já entende o contexto e prefere focar nas feridas emocionais das personagens.

Curiosidades de bastidores

  • O título alternativo Grüße aus Fukushima faz trocadilho com cartões postais alemães dos anos 1950, evocando nostalgia por um Japão idealizado que já não existe.
  • Grande parte das cenas foi filmada em locações reais próximas à zona de exclusão, com equipe reduzida para respeitar os protocolos de radioproteção.
  • A atriz Kaori Momoi aprendeu a falar japonês com sotaque da região de Tohoku para dar mais autenticidade à personagem.

Perguntas frequentes

Fukushima, Mon Amour é baseado em fatos reais?

Não é uma cinebiografia. A história é ficção, mas foi inspirada em relatos reais de voluntários que atuaram em Fukushima após o acidente de 2011.

O filme explica o desastre nuclear de Fukushima?

Não. O longa parte do princípio de que o espectador já conhece o contexto. O foco é o drama humano, não a cronologia do acidente.

Tem cena pós-créditos em Fukushima, Mon Amour?

Não. O longa termina antes dos créditos e não há nenhuma surpresa extra depois. Quem sair antes do final perde o desfecho da relação entre Marie e Satomi.

Pra quem é este filme:

Título original: GRÜSSE AUS FUKUSHIMA

País de origem: ALEMANHA

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Doris Dörrie

Principais atores: