Veja o trailer do filme Fugindo do Inferno

Fugindo do Inferno

Sobre o que é Fugindo do Inferno

Em 1943, os nazistas concentram prisioneiros de fuga reincidentes em um campo de prisioneiros de guerra de segurança máxima, projetado para acabar com qualquer tentativa de evasão. A ironia é cruel: juntam ali os melhores nas suas especialidades, todos com vontade real de sair.

Para o espectador, o filme funciona como um heist militar visto de dentro de uma jaula. Não é só cavar terra. É logística, roubo de materiais, falsificação de documentos, mapeamento de rotas e a tensão constante de operar debaixo do nariz da SS. Para quem curte guerra contada pelo lado humano, é praticamente aula.

Quando estreou e por que ainda é lembrado

Lançado em 1963, dirigido por John Sturges, o longa se firmou como um dos grandes filmes de fuga do cinema. Foi indicado a cinco categorias no Oscar, incluindo melhor edição e melhor fotografia em preto e branco, e venceu a estatueta de melhor edição.

Décadas depois, segue citado em listas de melhores filmes de guerra e de melhores filmes de ação baseados em fatos reais. A cultura pop o reverencia até hoje: a famosa cena do Steve McQueen rebatendo a bola de beisebol contra o muro de concreto virou referência copiada em outros longas, e a expressão "grande fuga" virou sinônimo de plano audacioso em qualquer idioma.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco é absurdo. Steve McQueen, Charles Bronson, James Garner e Richard Attenborough dividem a tela com carisma e timing cômico afiado, algo raro em filmes de guerra.

Ponto alto: o planejamento da fuga é detalhado, com a construção dos três túneis batizada Tom, Dick e Harry funcionando quase como uma operação de engenharia. Dá gosto acompanhar a engrenagem.

Ponto fraco: o ritmo é de cinema clássico. A metade final aposta no suspense psicológico, o que pode frustrar quem procura ação ininterrupta. O terceiro ato é mais intimista do que explosivo.

Curiosidades dos bastidores

  • A fuga real que inspirou o filme aconteceu em 1944 no campo Stalag Luft III, e envolveu 76 prisioneiros aliados.
  • Dos 76 que saíram pelos túneis, apenas três conseguiram chegar a um país neutro. Cinquenta foram executados pelos nazistas por ordem direta de Hitler.
  • Steve McQueen fez boa parte das suas próprias cenas de moto e a partida de beisebol virou sua cena mais cultuada mesmo entre quem nunca viu o filme inteiro.

Perguntas frequentes sobre Fugindo do Inferno

Fugindo do Inferno é baseado em fatos reais? Sim. O longa reconstrói a Operação Cicada 200, a fuga em massa organizada em 1944 no campo Stalag Luft III, na Silésia, atual Polônia.

Qual a duração de Fugindo do Inferno? São 172 minutos no corte original, divididos em duas partes. É um filme para maratona, não para sessão rápida.

Fugindo do Inferno tem cena pós-créditos? Não. O longa termina com a resolução da fuga e um epílogo curto explicando o destino real dos fugitivos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de guerra baseado em fatos reais, especialmente o frente europeu da Segunda Guerra.
  • Admiradores do Steve McQueen em fase de afirmação como astro, antes de clássicos como Bullitt.
  • Leitores de história militar que gostam de acompanhar o detalhe tático e a montagem de operações de fuga.