Veja o trailer do filme Força G
Força G
Sobre o que é Força G?
Em Força G, o governo dos Estados Unidos revela que, por mais de um século, treinou animais como agentes secretos. A premissa central é quase um aceno a clássicos da espionagem, só que passada no universo peludo da espionagem animal.
A equipe titular é formada por porquinhos-da-índia, com direito a mochilas de jetpack, microfones de lapela e até óculos de visão noturna. O melhor amigo do público mirim é Darwin, o líder da tropa, que precisa provar que a tropa não deve ser desativada pelo governo.
A ameaça vem de um bilionário megalomaníaco que pretende controlar a humanidade através de eletrodomésticos. A premissa é absurda, mas foi exatamente isso que chamou atenção das crianças em 2009.
Estreia e legado
Força G chegou aos cinemas brasileiros em 14 de agosto de 2009, embalado pela onda de filmes em 3D estimulada por Avatar. Foi um dos primeiros longas infantis a estrear no formato 3D digital nos cinemas nacionais, o que ajudou a divulgar o preço do ingresso premium nas salas menores.
Produzido pela Jerry Bruckheimer Films e dirigido por Hoyt Yeatman, o filme foi a primeira direção solo de Yeatman, veterano de efeitos visuais que trabalhou em Exterminador do Futuro 2 e O Náufrago. O projeto nasceu de uma ideia original de não usar humanos na tela, o que era arriscado para um orçamento grande.
Apesar de ter arrecadado cerca de 290 milhões de dólares no mundo, Força G foi massacrado pela crítica, especialmente por causa do humor escatológico e do roteiro raso. Hoje é lembrado como uma curiosidade da era 3D e um case de marketing infantil com apelo tecnológico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os animais digitais estão muito bem renderizados. As cenas com a toupeira Speckles usam o pelo preto para criar um visual expressivo quase ao nível de Toy Story 3, que estreou no mesmo ano.
O ritmo não cai, e a molecada que tinha entre 6 e 10 anos na época costuma lembrar com carinho das cenas de gadgets e das perseguições em ambientes domésticos.
Ponto fraco: o roteiro é óbvio do início ao fim, com reviravoltas previsíveis e piadas que apostam em flatulência e tropeços cômicos. Para adultos, a sessão pode soar cansativa em menos de 30 minutos.
O vilão é genérico e o plano de dominação via eletrodomésticos soa nonsense até para um filme com porquinhos espiões. Faltou um toque de ironia adulta, como em Ratatouille ou Megamente.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro original foi comprado pela Disney em 2001, mas acabou migrando para a Disney rival depois de idas e vindas no desenvolvimento criativo.
- Os porquinhos-da-índia foram desenhados com base em três raças diferentes: Abissínio, Inglês e Teddy, para dar variedade visual à equipe.
- Hoje Yeatman falou que o filme custou cerca de 150 milhões de dólares, valor alto para a estreia de um diretor, por isso a pressão da Disney foi imediata.
Perguntas frequentes
Força G tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam direto após a resolução da trama, sem teasers extras. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.
Força G é baseado em algum livro ou desenho antigo?
Não. É uma história original criada para o filme, sem origem em HQ, série animada ou literatura prévia. A ideia nasceu de um pitch interno da Jerry Bruckheimer Films.
Força G é adequado para crianças pequenas?
Sim. A classificação é livre. O filme tem violência estilizada, algumas piadas sobre flatulência e zero conteúdo realmente assustador, ideal para crianças a partir de 5 ou 6 anos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de espionagem mirim: crianças que gostam de filmes como Alvin, Bee Movie e Ape Escape curtem a mistura de gadgets com bichinhos fofos.
- Curiosos do 3D digital: cinéfilos e técnicos que colecionam Blu-rays 3D e procuram ver como a tecnologia era usada no início da onda pós-Avatar.
- Maratonistas de Sessão da Tarde: público nostálgico que cresceu com Jerry Bruckheimer, Penélope Cruz dublando e zoeiras leves de Sábado Animado.