Veja o trailer do filme Fome de Viver
Sobre o que é Fome de Viver
Miriam Blaylock é uma vampira que atravessa os séculos sem envelhecer. O segredo é simples e cruel: ela se alimenta do sangue de amantes humanos, que em troca também ficam congelados no tempo — até serem drenados por completo.
Quando o parceiro atual, John, começa a envelhecer de forma acelerada e fatal, ele procura a dra. Sarah Roberts, especialista em envelhecimento prematuro. O encontro entre as duas mulheres muda tudo e coloca a imortalidade de Miriam em risco.
Dirigido por Tony Scott, o filme mistura terror, drama e suspense com uma camada forte de erotismo e artifício visual que marcaram o cinema oitentista.
Estreia e legado
Fome de Viver chegou ao Brasil em 24 de janeiro de 2014 em reexibição, mas o longa original é de 1983 e já é tratado como cult. É o segundo longa de Tony Scott e o primeiro em que ele saiu da pegada de Top Gun: Ases Indomáveis para o terreno do horror vampiresco.
A cena de sexo entre Catherine Deneuve e Susan Sarandon virou marco cultural, citada em listas de cenas lésbicas históricas do cinema. A trilha sintetizada, com Bauhaus, costurou a estética gótica que influenciou décadas de clipes e séries de vampiro.
Hoje, é referência obrigatória para quem estuda vampiros sensuais no cinema — pouco citado em premiações, mas reverenciado em festivais de cinema fantástico e em sessões cult pelo mundo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a estética hipnótica. Tony Scott filma Nova York como um quadro noturno, a trilha de Bauhaus entra na hora certa e David Bowie aparece em cena como um vampiro pálido que hipnotiza só de olhar. É cinema atmosférico de primeira.
A cena entre Deneuve e Sarandon ainda funciona como provocação — sensual, perigosa, sem pudor. O elenco entrega elegância, e Catherine Deneuve carrega o filme nas costas com uma frieza magnética.
Ponto fraco: o roteiro. As regras do vampirismo mudam de cena para cena, a mitologia não se sustenta e o terceiro ato perde força. Quem busca terror clássico com sustos vai sair frustrado — aqui o medo é mais sedução do que violência.
- O longa é baseado no romance homônimo de Whitley Strieber, publicado em 1981, e foi um dos primeiros grandes filmes de vampiro voltados para o público adulto depois da onda Crepúsculo.
- A cena de amor entre Deneuve e Sarandon foi cortada em várias versões exibidas no Brasil, mas a versão completa circulou em VHS e depois em streaming.
- Tony Scott só aceitou dirigir o filme por insistência do irmão Ridley Scott, que produziu o longa como carro-chefe de sua produtora.
Fome de Viver (The Hunger) vale a pena em 2024?
Vale para quem curte cinema de atmosfera, estética oitentista e vampiros sensuais. Quem busca terror com sustos ou roteiro redondo pode achar arrastado.
Fome de Viver tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem teaser nem cena extra. Pode levantar da poltrona quando o nome do elenco começar a subir.
Quem é o vampiro de Fome de Viver?
A vampira central é Miriam Blaylock, interpretada por Catherine Deneuve. John, vivido por David Bowie, é o parceiro amaldiçoado que aparece como protagonista masculino do primeiro ato.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema vampiresco elegante, estilo Entrevista com o Vampiro, que preferem atmosfera a sustos.
- Admiradores de David Bowie e da cena gótica britânica dos anos 80, que querem ver o astro em um papel raro no cinema.
- Curiosos por filmes cult oitentistas com pegada estética forte, trilha marcante e elenco internacional.
Título original: The Hunger
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 24/01/2014
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Tony Scott
Principais atores: