Flórida
Premissa
Claude Lherminier tem 80 anos, físico imponente e orgulho de veterano. Aos poucos, os lapsos de memória viraram rotina e ele recusa admitir o que está acontecendo.
Carole, a filha mais velha, segura a barra em casa. Quando o pai anuncia que vai viajar para os Estados Unidos, ela entende que a escapada é bem mais do que um capricho de fim de vida.
Flórida é uma comédia dramática francesa que transforma a história de um patriarca teimoso em radiografia de uma família prestes a ruir.
Estreia e legado
Flórida chegou aos cinemas franceses em 2015, dirigido por Philippe Le Guay, mesmo realizador de ciclones como O Preço da Fama e Les Femmes du 6ème Étage.
No circuito alternativo brasileiro, circulou em mostras e sessões especiais voltadas ao cinema europeu contemporâneo, longe do blockbuster de fim de semana.
O filme chamou atenção por escalar Jean Rochefort, ator com mais de seis décadas de carreira, para um personagem com Alzheimer — tema delicado que o roteiro conduz sem pieguice.
Hoje, é lembrado como retrato honesto do envelhecimento masculino, em uma filmografia francesa que vinha ganhando peso com obras de Michael Haneke e Étienne Chatiliez sobre o fim da autonomia.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco veterano. Jean Rochefort entrega contenção e carisma no momento certo, equilibrando a cena com Sandrine Kiberlain e Ana Girardot.
O roteiro de Le Guay aposta em diálogos afiados e em humor ácido que nasce da negação do protagonista — a direção segura do cineasta francês segura o tom até o desfecho.
Ponto fraco: o ritmo lento e o olhar clínico sobre o Alzheimer. Quem busca entretenimento leve vai se frustrar em alguns momentos centrais.
As piadas contidas e a melancolia de fundo exigem paciência — não é sessão para o espectador que quer ação ou grandes reviravoltas.
Curiosidades
- Jean Rochefort, à época com mais de 80 anos, conduziu várias cenas sem dublê em locações nos Estados Unidos.
- Flórida é a terceira colaboração de Le Guay com o roteirista Jérôme Tonnerre, responsável também por Of Gods and Men.
- O título original em francês é apenas Floride, sem acento, e foi pensado para soar como destino e metáfora de fuga ao mesmo tempo.
FAQ
Flórida (2015) tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma resolutiva, sem cena extra após os créditos finais.
Flórida está disponível em streaming no Brasil?
Não há confirmação de catálogo fixo em plataformas nacionais. Consulte a grade atualizada dos principais serviços para confirmar disponibilidade.
Flórida é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, escrita por Jérôme Tonnerre e Philippe Le Guay, mas se inspira em casos clínicos reais de famílias lidando com Alzheimer.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas familiares europeus que apreciam obras de Michael Haneke e Étienne Chatiliez
- Quem gosta de cinema francês contemporâneo focado em aging studies e conflitos geracionais
- Espectadores que procuram atuações de veteranos como Jean Rochefort, Sandrine Kiberlain e Ana Girardot em papéis dramáticos