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Florence: Quem é essa mulher
Sobre o que é Florence: Quem é essa mulher
Florence Foster Jenkins é uma herdeira nova-iorquina obcecada em se tornar uma grande soprano. Aos ouvidos dela, a voz é impecável. Para o resto do mundo, é desastrosa.
O longa dirigido por Stephen Frears parte dessa premissa real para construir um retrato cheio de ternura sobre autoilusão, vaidade e o amor que escolhe proteger alguém a qualquer custo. É biografia, comédia e drama ao mesmo tempo, mas sem nunca cair no deboche gratuito.
No centro da história está o triângulo entre Florence, o companheiro St. Clair Bayfield e o pianista Cosmé McMoon — três pessoas que sustentam uma farsa que parece inocente, mas cobra seu preço quando o palco fica grande demais.
Estreia e legado
Florence: Quem é essa mulher chegou aos cinemas brasileiros em 7 de julho de 2016, distribuído pela Imagem Filmes, e se tornou um dos títulos independentes mais comentados daquele ano.
A performance de Meryl Streep rendeu indicação ao Oscar de melhor atriz, somando mais uma indicação ao currículo absurdo da atriz. O filme também concorreu a melhor figurino e melhor mixagem de som.
Hoje, é lembrado como um dos trabalhos mais leves e afetuosos de Frears, perfeito para revisitar ao lado de outras cinebiografias britânicas como Victoria e Abdul: o confidente da rainha e Razão e Sensibilidade, que ajudaram a consolidar o estilo elegante do diretor.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Meryl Streep assume o risco de cantar mal de propósito e entrega uma das interpretações mais generosas da carreira. A cena do concerto no Carnegie Hall é memorável.
Ponto alto: Hugh Grant finalmente se liberta do papel de galã e mostra um ator dramático de verdade, com olhar sempre subindo em cena.
Ponto fraco: O ritmo é mais lento do que a premissa sugere. Quem espera uma comédia de erros no estilo pastelão pode achar o meio do filme arrastado.
Ponto fraco: O arco de Cosmé McMoon, vivido por Simon Helberg, fica mais raso do que merecia — ele é quase só o alívio cômico.
Curiosidades de bastidores
- Meryl Streep cantou todas as cenas ao vivo, sem playback, e estudou as gravações reais de Florence Foster Jenkins para imitar os erros técnicos da original.
- Hugh Grant aprendeu a tocar piano para as cenas, mas a mão direita foi dublada por um especialista para garantir a naturalidade.
- O concerto final foi filmado em um teatro de Liverpool, com figurinos e cenários recriando o Carnegie Hall dos anos 1940.
Perguntas frequentes
Florence: Quem é essa mulher é baseado em uma história real?
Sim. Florence Foster Jenkins foi uma socialite e mecenas americana que viveu entre 1868 e 1944 e se apresentava como soprano, mesmo sem talento vocal, chegando a lotar o Carnegie Hall.
Meryl Streep canta de verdade no filme?
Canta. Todas as performances vocais foram feitas ao vivo pela atriz, que reproduziu o canto desafinado e os erros de técnica da Florence real.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma conclusiva logo após o concerto no Carnegie Hall, sem cenas extras no final dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas britânicos elegantes à la Stephen Frears, acostumados a Razão e Sensibilidade e Victoria e Abdul.
- Admiradores de Meryl Streep que querem ver a atriz saindo da zona de conforto em uma cinebiografia com humor e afeto.
- Quem curta comédias românticas maduras, com humor sutil e romances nada convencionais.
Título original: Florence Foster Jenkins
País de origem: EUA
Data do lançamento: 07/07/2016
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Stephen Frears
Principais atores: