FICI 2016 - Mune, o guardião da lua
Sobre o que é Mune, o Guardião da Lua
Num mundo onde o sol e a lua têm guardiões oficiais, o pequeno fauno Mune nunca foi levado a sério. Ele é bagunceiro, distraído e vive mais perto das árvores do que dos livros.
Mas quando o antigo guardião se aposenta, Mune acaba promovido à função de protetor da lua por puro acaso. O problema é que um artefato milenar cai nas mãos de um terrível senhor do submundo, e o sol é engolido pelo céu escuro.
A partir daí, Mune parte numa jornada ao lado de Sohone, o rígido guardião do sol, e Glim, uma garota feita de cera com um segredo curioso. A trupe improvável precisa devolver o astro-rei ao céu antes que o planeta entre em colapso.
Estreia e legado
Mune, o Guardião da Lua estreou na França em 2015 e chegou ao Brasil em 2016, distribuído pela Films4You. Foi indicado ao Annie Awards na categoria de melhor animação independente, algo raro para uma produção europeia.
A bilheteria mundial ficou em torno de 11 milhões de dólares, um resultado modesto, mas que abriu portas para o estúdio Onyx Films. A continuação, Mune: Guardian of the Sun, foi lançada em 2017, mas com pouco impacto no mercado nacional.
Hoje, o longa é lembrado principalmente por sessões escolares e pelo público que o encontrou em catálogos de streaming, funcionando como uma opção menos óbvia dentro do infantil animado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é o grande chamariz. Cenários em camadas, paletas vibrantes e um design de criaturas que mistura mitologia com um quê de Ghibli. Glim, a protagonista de cera, é visualmente genial.
Ponto alto: as mensagens sobre aceitar o próprio jeito funcionam sem precisar de diálogos expositivos. Mune resolve conflitos com inteligência, não com força.
Ponto fraco: o primeiro ato é irregular. Mune demora para se tornar cativante, e Sohone é o típico parceiro carrancudo que poderia ter mais nuances.
Ponto fraco: o terceiro ato resolve tudo de forma conveniente demais, com um vilão que se rende rápido.
Curiosidades dos bastidores
- A animação foi parcialmente financiada por uma campanha de crowdfunding no Kickstarter, um feito raro para a época na Europa.
- A personagem Glim foi inspirada em releituras modernas de Pinóquio, com seu corpo de cera que derrete com o calor.
- O filme mistura técnicas 3D com texturas que imitam aquarela e giz de cera, reforçando o tom artesanal.
Perguntas frequentes
Mune, o Guardião da Lua é bom?É uma animação simpática, com visual caprichado e mensagens positivas. Não chega a ser um clássico, mas diverte o público-alvo e conquista adultos pela direção de arte.
Mune, o Guardião da Lua tem cena pós-créditos?Não. O filme termina de forma definitiva logo após a resolução do conflito central, sem ganchos ou teasers.
Mune, o Guardião da Lua é indicado para qual idade?A classificação indicativa é livre. O conteúdo é leve, mas algumas cenas de vilões podem assustar crianças muito sensíveis abaixo dos 4 anos.
Pra quem é este filme:
- Crianças entre 5 e 10 anos que curtem animações com vilões grandes e heróis desajeitados.
- Fãs de animação europeia que buscam alternativas fora do circuito Pixar e DreamWorks.
- Adultos que colecionam arte conceitual de filmes e curtem design de criaturas fantástico.