Festival Varilux 2016 - Abril e o Mundo Extraordinário
O que é Abril e o Mundo Extraordinário
Imagine uma Paris de 1941 em que Napoleão V subiu ao trono e a eletricidade nunca existiu. Esse é o ponto de partida de Abril e o Mundo Extraordinário, animação franco-belga-canadense exibida no Brasil pelo Festival Varilux de Cinema Francês 2016.
Na trama, os cientistas do mundo inteiro estão desaparecendo há 70 anos. A jovem Abril parte para encontrar os pais, dois desses pesquisadores raptados, ao lado de Darwin, um gato falante cheio de opinião, e de Julius, um vigarista de rua que vira aliado improvável.
O trio atravessa fábricas de carvão, túneis escondidos e engrenagens gigantes em um cenário que mistura aventura, steampunk e referências ao cinema expressionista alemão.
Quando estreou e por que importa
O filme é uma co-produção entre França, Bélgica e Canadá, lançada originalmente em 2015 na Europa, com passagem por festivais como Cannes, Toronto e Annecy.
No Brasil, a sessão especial dentro do Festival Varilux 2016 funcionou como a janela principal de exibição em circuito comercial para o público brasileiro.
É um título representativo da onda de animações europeias para o público jovem que começou a ganhar espaço nos festivais internacionais na metade da década de 2010, ao lado de obras como Persepolis e O Garoto Selvagem.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o design de produção é o grande trunfo. Cenários repletos de engrenagens, locomotivas a vapor e céus poluídos criam uma Paris que parece saída de um quadro de Méliès. A direção de arte é consistente do começo ao fim.
Os personagens têm carisma suficiente para engajar, com destaque para Darwin, que rouba as cenas sempre que aparece.
Ponto fraco: o terceiro ato resolve o mistério central de forma apressada. Quem espera um desfecho tão engenhoso quanto a proposta visual pode sair frustrado com a simplicidade da conclusão.
Há também um ritmo irregular, com pausas longas em cenas de exposição que miram claramente o público infantil.
Curiosidades de bastidor
- O filme foi baseado em uma ideia original de Jacques Tardi, quadrinista francês conhecido por obras como Adèle Blanc-Sec.
- A animação utilizou técnica mista, combinando desenho tradicional com pintura digital e texturas que imitam gravuras antigas.
- Apesar de se passar em 1941, o roteiro evita deliberadamente qualquer menção direta à Segunda Guerra Mundial real, apostando em uma ucronia própria.
Perguntas frequentes
Abril e o Mundo Extraordinário é uma animação infantil?
Sim, a classificação indicativa é livre. A trama mistura humor e aventura, com diálogos que funcionam tanto para crianças quanto para adultos acompanhando a sessão.
Qual a duração de Abril e o Mundo Extraordinário?
O filme tem 90 minutos, formato padrão para animações europeias de festival, sem enrolação.
O filme faz parte do Festival Varilux 2016?
Sim, foi exibido como uma das sessões especiais da edição de 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês no Brasil.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações europeias que buscam alternativas fora do catálogo da Pixar e da DreamWorks.
- Leitores de graphic novels steampunk e admiradores de universos com invenções retrofuturistas.
- Espectadores que curtiram O Castelo Animado e As Fábulas Maravilhosas de Marcellino e querem algo visualmente inventivo para ver em família.