Veja o trailer do filme Eu te levo

Eu te levo

Eu te levo

12 Drama Duração: 1h 30min

Um rockeiro do interior que decide virar bombeiro

Rogério é daqueles sujeitos que a gente cruza no bar e nunca imagina o que vai pela cabeça. Calado, fã de rock e morando com a mãe no interior de São Paulo, ele leva uma vida que parece suspensa.

Quando o pai morre, sobra um negócio para administrar e uma pergunta incômoda: o que fazer daqui pra frente? É nesse vazio que o personagem central de Eu te levo se vê obrigado a se mexer.

Dirigido por Marcelo Müller, o filme mistura drama familiar e comédia de costumes para contar a história de um homem que precisa declarar uma independência tardia, e descobre que o primeiro passo pode estar em um sonho de infância que ele nunca teve coragem de perseguir.

Estréia nos cinemas e legado

Eu te levo chegou aos cinemas brasileiros em 30 de março de 2017, com distribuição da Pandora Filmes. Foi uma aposta de circuito alternativo, com sessões pontuais em capitais e cidades do interior.

Mais de oito anos depois, segue como um exemplar curioso do cinema independente paulista dos anos 2010, ao lado de títulos como Bem Casados e Tô ryca, que apostaram em histórias de amadurecimento fora do eixo Rio-São Paulo das grandes produções.

Hoje, o longa é lembrado como uma amostra do trabalho de Marcelo Müller e como um veículo interessante para o ator Anderson Di Rizzi, que sustenta o filme praticamente sozinho nas costas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a construção silenciosa de Rogério é o motor do filme. Di Rizzi segura bem o tom introspectivo e evita pieguice, o que é raro em dramas familiares brasileiros.

Ponto alto: o uso do rock como trilha emocional funciona, costurando a imaturidade do protagonista com a ideia de rebeldia adiada.

Ponto fraco: o ritmo é lento e pede paciência. Quem busca narrativa com reviravoltas ou tensão pode achar o meio do filme parado demais.

Ponto fraco: algumas situações de comédia soam datadas e não arrancam mais do que um meio sorriso em 2025.

Curiosidades de bastidores

  • O filme foi rodado em cidades do interior paulista, e boa parte do elenco foi escolhida em testes abertos na região.
  • A trilha sonora aposta em bandas nacionais de rock dos anos 1990 e 2000, usadas para marcar as crises internas do protagonista.
  • Marcelo Müller construiu o roteiro a partir de conversas reais com bombeiros voluntários do interior, o que dá ao sonho de Rogério um pé no chão.

Perguntas frequentes sobre Eu te levo

Eu te levo é baseado em alguma história real?
Não. O roteiro é ficção, mas o diretor Marcelo Müller se baseou em entrevistas com bombeiros do interior de São Paulo para dar veracidade ao arco de Rogério.

Eu te levo tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina antes dos créditos finais, sem cena extra depois.

Eu te levo vale a pena para quem gosta de drama nacional?
Vale, principalmente para quem curte filmes de personagem e coming-of-age tardio. Quem prefere ação ou ritmo mais acelerado pode achar o filme lento.

Pra quem é este filme:

Título original: Eu te levo

País de origem: Brasil

Data do lançamento: 30/03/2017

Distribuidora: Pandora Filmes

Diretor: Marcelo Müller

Principais atores: