Veja o trailer do filme Eu Sou a Fúria
Sobre o que é Eu Sou a Fúria
Stanley Hill (John Travolta) levava uma vida pacata ao lado da esposa. Trabalhava como mecânico, evitava confusão e só queria paz.
Quando ela é assassinada de forma brutal, a polícia não move uma palha. A investigação empaca, e Stanley descobre algo pior: os homens encarregados do caso fazem parte do esquema.
Revoltado com a omissão do sistema, ele abandona o perfil de marido comum e assume o controle. O filme mistura ação, suspense e policial numa vingança seca, sem floreios.
A direção é de Chuck Russell, que já tinha entregado tensão em O Sequestro do Metrô 1 2 3. Aqui ele mantém o tom cru, apostando em violência gráfica e ritmo acelerado.
Linha do tempo e legado
Eu Sou a Fúria estreou nos cinemas brasileiros em 28 de abril de 2016, com distribuição da California Filmes. Nos Estados Unidos, foi lançado direto em vídeo em 2017.
Não passou pelo circuito de festivais nem brigou por premiações importantes. É um típico home video vehicle, produzido para faturar em locadoras e plataformas digitais antes de qualquer pretensão crítica.
A repercussão foi morna. A crítica especializada recebeu com notas baixas e o público tratou como entretenimento descartável. Hoje, sobrevive como curiosidade para fãs de John Travolta e do subgênero de vingança.
Para entender o contexto, vale comparar com O Justiceiro, que também explora o tema do vigilante comum contra o crime organizado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a transformação do protagonista. O arco de Stanley vai de coadjuvante da própria vida a justiceiro implacável, e Travolta segura bem a mudança de tom.
As cenas de confronto são bem coreografadas e diretas. Nada de firulas estilísticas, só pancada.
Ponto fraco: o roteiro entrega pouco aos personagens secundários. Christopher Meloni tem presença, mas fica subaproveitado como o amigo de Stanley.
A história também não inova. Quem já viu três filmes de vingança policial vai prever as viradas antes delas acontecerem.
Curiosidades
- O roteiro foi escrito por Paul Sloan, que também interpreta o vilão principal, um dos chefes do grupo de policiais corruptos.
- Chuck Russell é o mesmo diretor de O Sequestro do Metrô 1 2 3, clássico cult de ação dos anos 2000 com Wesley Snipes.
- Rebecca De Mornay, que interpreta a esposa de Stanley, foi a protagonista de Um Suspeito Diferente (1991) e mantém a carreira ativa em papéis de apoio.
Perguntas frequentes
Eu Sou a Fúria é bom?
É um filme de ação correto, sem brilho. Funciona como passatempo rápido, com 90 minutos de violência e vingança, mas não tem profundidade nem surpresas no roteiro.
Eu Sou a Fúria tem cena pós-créditos?
Não. A história se encerra de forma definitiva antes dos créditos finais, sem gancho para continuação.
Quem dirige Eu Sou a Fúria?
A direção é de Chuck Russell, responsável por sucessos de ação como O Sequestro do Metrô 1 2 3 e A Máscara (1994). Aqui ele aposta num thriller de vingança bem mais sóbrio.
Pra quem é este filme:
- Fãs de John Travolta que querem ver o ator em modo sóbrio, bem distante de Pulp Fiction - Tempo de Violência ou Grease Nos Tempos da Brilhantina.
- Quem curte ação direta ao ponto, sem longas pausas dramáticas nem reviravoltas mirabolantes.
- Apostadores de thrillers de vingança ejusticeiro estilo O Justiceiro e produções similares de catálogo.
Título original: I Am Wrath
País de origem: EUA
Data do lançamento: 28/04/2016
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Chuck Russell
Principais atores: