Veja o trailer do filme Eu E Meu Avô Nihonjin
O Filme
Noboru tem 10 anos e uma pergunta que ninguém na família quer responder: de onde viemos? A animação brasileira desenhada à mão coloca o menino em uma investigação caseira sobre a origem migratória da família, descendente de japoneses.
O único que pode destravar essas memórias é o avô, um senhor que passou a vida inteira tentando esquecer o Japão. A recusa inicial vira conflito, e o silêncio entre gerações começa a rachar.
No meio das descobertas, Noboru ainda esbarra na existência de um tio que nunca conheceu — peça que faltava para ele entender quem é, e quem quer ser.
Estreia e legado
Eu E Meu Avô Nihonjin chega aos cinemas brasileiros em 15 de outubro de 2025, em distribuição da H2O, com sessões em circuitos alternativos de arte e mostras. A aposta é em público de animação autoral, não em blockbuster.
A direção é de Celia Catunda, criadora da franquia Peixonauta, que aqui assume um registro mais adulto e intimista. É um passo claro em direção a uma animação nacional que conversa com o público jovem sem tratar tema pesado de forma açucarada.
Com 83 minutos e classificação livre, o longa se insere na leva recente de animações brasileiras autorais, ao lado de títulos como Tarsilinha, buscando ocupar espaço nas salas com propostas visuais próprias.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é o grande trunfo. O traço manual mistura referências do desenho brasileiro com texturas e composições inspiradas no mangá e na xilogravura japonesa, criando uma identidade visual rara no cinema nacional.
O roteiro acerta ao tratar identidade como algo em disputa, não como exotismo. A relação entre neto e avô soa honesta, sem melodrama forçado.
Ponto fraco: o terceiro ato acelera resoluções que pediam mais respiro. O tio revelado chega como مف de剧情, com pouco tempo para ser desenvolvido.
O ritmo pode frustrar quem espera a leveza típica de Peixonauta - Agente Secreto da O.S.T.R.A. — aqui o tom é outro.
Curiosidades
- A animação foi desenhada à mão, com técnicas que misturam o traço brasileiro a referências diretas de mangá e xilogravura japonesa.
- Celia Catunda é conhecida por Peixonauta - O Filme (2018), voltado ao público infantil; este longa marca uma virada para um público mais velho.
- O filme é uma coprodução entre Brasil e Japão, reflexo direto da temática da diáspora nipônica que atravessa a trama.
Perguntas frequentes
Eu E Meu Avô Nihonjin é animação infantil?
Não exatamente. Apesar da classificação livre, o tom é mais adulto do que o de animações infantis tradicionais. O tema da imigração, do luto e da identidade exige maturidade do espectador, sendo mais recomendado para crianças a partir de 8 anos.
Qual é a data de estreia nos cinemas?
O filme estreia em 15 de outubro de 2025, com distribuição da H2O e sessões concentradas em circuitos de arte e mostras pelo Brasil.
Tem cena pós-créditos?
Não. Com 83 minutos de duração, a narrativa se encerra antes dos créditos finais, sem sequência extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animação autoral que valorizam traço manual e identidade visual própria, não produto de franquias industriais.
- Interessados em histórias sobre imigração japonesa no Brasil, memória familiar e conflitos entre gerações.
- Leitores de mangá, graphic novels e quadrinhos que apreciam quando o cinema cruza essas linguagens com a animação nacional.
Título original: Eu E Meu Avô Nihonjin
País de origem: Brasil, Japão
Data do lançamento: 15/10/2025
Distribuidora: H2O
Diretor: Celia Catunda