Ensina-me a Viver
Um guia prático para entender o filme
Obrigado por acessar o Filmes no Cinema. Antes de decidir se Ensina-me a Viver é o tipo de filme que combina com a sua noite, vale a pena entender o que esperar da proposta de Hal Ashby.
Estamos falando de um longa com baixíssimo apelo de mercado na época do lançamento, mas que virou cult absoluto entre cinéfilos. É filme de drama de clima, mais do que de plot.
Harold é um rapaz de classe alta, entediado, que passou a vida colecionando funerais alheios. Maude é uma senhora vibrante que rouba carros, faz arte e vê a vida como brincadeira.
A relação dos dois não segue padrões. A câmera passeia com eles entre situações nonsense, filosóficas e muito engraçadas.
O filme pede leitura de cinema diferente do usual. Não espere a estrutura de três atos clássica de Hollywood.
Linha do tempo e legado
Ensina-me a Viver estreou em 1971 nos Estados Unidos e foi ignorado nas bilheterias, faturando muito pouco em sua passagem inicial pelos cinemas.
Com o tempo, ganhou status de cult e entrou em listas de melhores filmes dos anos 70, ao lado de obras como O Bebê de Rosemary.
Hoje é referência obrigatória quando se fala em humor negro, anti-herói e liberdade de viver fora dos padrões.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O par Ruth Gordon e Bud Cort funciona como uma máquina de diálogo ácido. As cenas deles discutindo a morte, o destino e a liberdade de ser estranho têm uma leveza rara. A trilha de Cat Stevens amarra tudo com melancolia na dose certa.
Ponto fraco: O ritmo é lento e repetitivo para quem busca enredo. Algumas cenas se arrastam além do necessário e o humor depende muito de sintonia com a estética sessentista/setentista.
Curiosidades dos bastidores
- Cat Stevens compôs várias músicas originais para o filme, incluindo a clássica If You Want to Sing Out, Sing Out, que Harold toca repetidamente no violão ao longo da trama.
- O longa teve orçamento baixo e foi financiado de forma independente, o que deu liberdade total a Hal Ashby para manter o tom nada comercial.
- A cena do enforcamento se tornou uma das imagens mais citadas do cinema cult dos anos 70, citada em listas de momentos mais icônicos do cinema alternativo.
Perguntas frequentes
O que é Ensina-me a Viver?
É um filme americano de 1971, do diretor Hal Ashby, que mistura comédia dramática e romance com humor negro. Conta a história improvável entre um jovem obcecado por morte e uma senhora de 79 anos cheia de vida.
Ensina-me a Viver é baseado em algum livro?
Não. O roteiro é original de Colin Higgins, que escreveu a história pensando em um conto sobre a relação improvável entre um rapaz depressivo e uma anciã libertária.
Ensina-me a Viver tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma abrupta e poética, sem ganchos extras depois dos créditos. O final é parte essencial da experiência e não precisa de cena adicional.
Pra quem é este filme:
- Admiradores de cinema de festival: quem curte filmes cults com humor fora do convencional e prefere longas com atmosfera e mensagem em vez de plot twists.
- Fãs de anti-heróis excêntricos: pessoas que gostam de personagens outsiders, esquisitos e filosóficos, do tipo que prefere zombar da morte a ter medo dela.
- Românticos incomuns: quem se interessa por relações afetivas fora do padrão, com diálogos afiados e trocas geracionais intensas entre opostos.
Título original: Harold and Maude
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1970
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Hal Ashby, Charles Matthau
Principais atores: