Veja o trailer do filme Emoji - O filme
O Filme
Emoji - O Filme mergulha dentro do smartphone para mostrar Textopolis, a cidade onde vivem os emojis que você usa todo dia no WhatsApp. Cada um tem uma expressão fixa e um sonho: ser escolhido para uma mensagem.
O problema é o Gene, um emoji de "sorriso" que nasceu com um bug no sistema. Ele muda de cara o tempo todo, o que o impede de ser usado pelos humanos.
Determinado a virar "normal", Gene embarca numa corrida pelos aplicativos mais populares do celular. Pelo caminho, faz amizade com um emoji encabulado e uma princepa destronada.
A premissa até brinca com a ideia de se aceitar, mas tropeça feio no próprio conceito. O longa funciona mais como vitrine de marcas do que como animação com identidade.
Estreia e Legado
Emoji - O Filme chegou aos cinemas brasileiros em 31 de agosto de 2017, apostando no público infantil das férias.
O estúdio investiu pesado em marketing e licenciamento, e a bilheteria mundial superou US$ 217 milhões. Fora das telas, o longa colecionou notas baixíssimas: 6% no Rotten Tomatoes, 12 no Metacritic e uma recepção fria até de quem não leva crítica a sério.
Na cultura pop, o filme virou sinônimo de produto genérico feito para vender advertising. Foi indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Filme e hoje é citado como exemplo de animação industrial.
Para os pais, é o tipo de sessão que gera a pergunta inevitável: "tem alguma coisa melhor pra ver?". A resposta costuma ser sim.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o visual de Textopolis é caprichado, com texturas coloridas que chamam a atenção de crianças pequenas nos primeiros minutos.
Gene tem um design simpático e a sequência inicial dentro do smartphone tem um certo charme visual.
Ponto fraco: o roteiro é preguiçoso, o humor escorrega no escatológico barato e a história de "se aceitar como você é" já foi contada com muito mais graça em Lilo & Stitch 2 - Stitch Deu Defeito, que tem premissa parecida de "personagem com defeito" e muito mais carisma.
Para piorar, o filme é um comercial gigante de apps como Facebook, Instagram, WhatsApp, Spotify, Dropbox, Just Dance e Candy Crush. Isso distrai até os pequenos que entendem menos de marketing.
Curiosidades
- A Sony abriu um estande na Comic-Con de 2016 com a Textopolis em tamanho real, incluindo um emoji de cocô de três metros de altura, para divulgar o filme.
- O roteiro original era sobre o emoji de cocô, mas a ideia foi descartada por ser "impossível de fazer por 90 minutos".
- A cena pós-créditos existe e zomba do próprio filme, com o personagem reclamando da falta de qualidade do roteiro.
Perguntas Frequentes
Emoji - O Filme é bom?
Não. A animação tem 6% de aprovação no Rotten Tomatoes, 12 no Metacritic e foi indicada ao Framboesa de Ouro. É considerada uma das piores animações já feitas.
Emoji - O Filme tem cena pós-créditos?
Sim. A cena aparece depois dos créditos finais e faz uma piada de autoironia sobre a própria qualidade do roteiro.
Emoji - O Filme é uma propaganda de aplicativos?
Basicamente sim. Facebook, Instagram, WhatsApp, Spotify, Dropbox, Just Dance e Candy Crush aparecem de forma ostensiva, o que foi muito criticado pelo público e pela imprensa especializada.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações com premissa simples: crianças de 4 a 8 anos que não se importam com roteiro e só querem ver cores e personagens bonitinhos na tela.
- Pais desesperados em dia de chuva: famílias que precisam de 90 minutos de distração e não se importam em assistir propaganda de smartphone disfarçada de história.
- Curiosos de cultura pop: quem gosta de ver filmes "tão ruins que são bons" e quer entender por que este virou referência obrigatória em listas de piores animações da história.
Título original: The Emoji Movie
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/08/2017
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Anthony Leondis, Tony Leondis