Em Nome do Rei

Em Nome do Rei

O que é Em Nome do Rei

Em Nome do Rei é uma fantasia medieval dos anos 2000 que tenta misturar RPG de computador com épico de espada e magia, mas tropeça feio no próprio tamanho.

A trama segue Farmer, um camponês pacato vivido por Jason Statham, que tem o filho assassinado e a esposa sequestrada por Krugs, criaturas bestiais a serviço do mago Gallian.

O que começa como vingança pessoal vira um conflito de escala desproporcional, envolvendo reis, magos e exércitos que parecem ter saído de um jogo eletrônico genérico.

O filme foi dirigido por Uwe Boll, diretor alemão famoso tanto por suas adaptações polêmicas quanto por colecionar indicações ao Framboesa de Ouro.

Estreia e legado

Em Nome do Rei chegou aos cinemas norte-americanos em 11 de janeiro de 2008, depois de ficar engavetado por quase um ano. Foi bancado por Boll e distribuído com pompa de blockbuster, apesar do elenco confuso e do roteiro confuso.

Recebeu três indicações ao Framboesa de Ouro em 2009, incluindo Pior Filme e Pior Diretor. O longa também foi indicado ao Guinness como uma das maiores bilheterias para um filme considerado ruim, rendendo cerca de 13 milhões de dólares worldwide.

Hoje é lembrado como peça de curadoria em listas de so bad it’s good, citado sempre que se discute a era dos épicos genéricos inspirados em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o elenco é absurdamente grande para o material disponível. Tem Ray Liotta como vilão, Ron Perlman, Burt Reynolds, John Rhys-Davies, Leelee Sobieski e Claire Forlani circulando por um mesmo Castelo Genérico. É um catálogo ambulante de atores que topam tudo nos anos 2000.

As lutas de espada existem, e o design dos Krugs é competente o suficiente para render algum barato em tela pequena.

Ponto fraco: tudo o mais. O ritmo é arrastado, as atuações oscilam entre o sério e o videoconferência, e a narrativa tenta abraçar um mundo enorme sem ter dinheiro ou tempo para construí-lo.

O roteiro confunde grandiosidade com extensão, e os 150 minutos pesam como chumbo. Comparado a O Senhor dos Anéis – As Duas Torres, parece um curta-metragem esticado com efeitos de TV a cabo.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro é vagamente baseado no jogo de RPG Dungeon Siege, embora a adaptação tenha pouco a ver com a jogabilidade real do título.
  • Burt Reynolds, Ron Perlman e John Rhys-Davies rodaram cenas em Vancouver em sets reaproveitados de outras produções medievais de Hollywood.
  • Matthew Lillard aparece como Merlin-inspired, em uma das participações mais subaproveitadas de sua carreira.

Perguntas frequentes

Em Nome do Rei é bom? Não pela régua tradicional de fantasia e ação. É irregular, lento e frequentemente risível, mas pode entreter quem curte o estilo B deliberado.

Em Nome do Rei tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais rolam direto após o desfecho, sem gancho extra ou teaser escondido.

Quem dirige Em Nome do Rei? A direção é de Uwe Boll, conhecido por adaptações de jogos eletrônicos e por colecionar indicações ao Framboesa de Ouro, prêmio do qual Em Nome do Rei foi indicado em três categorias.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de sessões trash nostálgicas dos anos 2000, que colecionam DVDs baratos em liquidação.
  • Entusiastas de fantasia medieval B, interessados em ver como se fazia épico genérico antes da era dos streamings.
  • Curiosos pela filmografia de Uwe Boll e por seu estilo inconfundível de blockbuster problemático.