Veja o trailer do filme Ela É Demais
A premissa
Ela É Demais é um daqueles filmes que cristalizou a estética teen dos anos 90: ensino médio americano ensolarado, aposta entre amigos e a metamorfose impossível em seis semanas.
Zach Siler (Freddie Prinze Jr.) é o rei do pedaço. Namorada popular, sorriso fácil, posição social garantida. Quando leva um pé na bunda de Taylor Vaughan (Jodi Lyn O'Keefe), ele precisa provar que continua no topo.
A aposta nasce quase como piada: transformar a garota mais improvável da escola na rainha do baile. A vítima escolhida é Laney Boggs (Rachael Leigh Cook), artista solitária, descolada e zero interessada em socializar com a turma popular.
Dirigido por Robert Iscove, o filme assume o lugar-comum e abraça. O resultado funciona como cápsula do tempo de uma era específica do cinema adolescente.
Estreia e legado
Chegou aos cinemas norte-americanos em janeiro de 1999 e desembarcou no Brasil ainda naquele ano, virando febre entre o público jovem.
A bilheteria foi acima da expectativa para um título teen de baixo custo, impulsionada pelo boca a boca e pelo burburinho em programas de TV voltados ao público adolescente.
O longa rendeu o hit "Kiss Me" do Sixpence None the Richer, trilha que acabou se desprendendo do filme e virando marco pop da virada do milênio. Lançou Freddie Prinze Jr. como protagonista romântico de uma geração e reposicionou Rachael Leigh Cook como rosto de uma comédia cultuada em VHS e TV a cabo.
Foi alvo de refilmagem em 2021 ("He's All That"), o que só confirmou a relevância cultural do original. Hoje é revisitado como retrato de uma romance adolescente pré-redes sociais.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Freddie Prinze Jr. e Rachael Leigh Cook é real, e o elenco secundário é um achado. Paul Walker, Anna Paquin, Usher, Kieran Culkin, Gabrielle Union e Clea DuVall aparecem em papéis pequenos que funcionam como easter egg para quem maratona cultura pop da época.
A cena da dança ao som de "Kiss Me" segue icônica, mesmo décadas depois. É comfort movie honesto, sem pretensão de ser outra coisa.
Ponto fraco: a premissa do makeover é datada. Vista hoje, a ideia de que uma garota precisa ser "revelada" por um cara popular é problemática. O roteiro aposta em fórmulas óbvias e não tenta subverter nada.
Não espere crítica social nem reviravoltas. O filme sabe exatamente o que é, e esse "o que é" é a razão pela qual muita gente ainda assiste.
Curiosidades
- A frase de Rachael Leigh Cook no clipe de "Kiss Me" virou meme décadas depois do lançamento.
- Kieran Culkin, hoje astro vencedor do Oscar, aparece jovem em um papel coadjuvante que pouca gente lembra.
- O filme foi roteirizado por R. Lee Fleming Jr., que depois assinou o reboot "He's All That" (2021) para a Netflix.
Perguntas frequentes
Ela É Demais (She's All That) está disponível em streaming no Brasil?
Sim, o filme está disponível para aluguel e compra em plataformas digitais no Brasil, além de passar ocasionalmente em canais de TV por assinatura que exibem clássicos dos anos 90.
Ela É Demais tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina no clímax do baile, sem cenas extras após os créditos. A última cena já é o desfecho da história.
Quem é a cantora da música "Kiss Me" que toca no filme?
A música é do Sixpence None the Richer, banda norte-americana de pop rock, e virou um dos hits definitivos da trilha sonora de 1999.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias românticas teen dos anos 90 que procuram nostalgia em estado puro.
- Maratonistas de cultura pop pré-2000 que reconhecem Paul Walker, Anna Paquin e Usher no elenco.
- Quem quer um filme leve para assistir depois de um dia ruim, sem exigência cerebral.
Título original: She's All That
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1999
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Robert Iscove
Principais atores: