Veja o trailer do filme Eis os delírios do mundo conectado
Eis os delírios do mundo conectado
O que acontece no filme
Em Eis os Delírios do Mundo Conectado, Werner Herzog parte de uma pergunta simples: o que acontece quando a humanidade depende quase inteiramente da internet? O documentário atravessa camadas do mundo conectado sem seguir uma cronologia rígida.
O filme começa no terreno da observação quase científica, com depoimentos de engenheiros, astrônomos e vítimas de colapsos digitais. Herzog conduz as entrevistas com seu estilo habitual: perguntas incômodas, pausas longas e uma curiosidade que beira o assombro.
Ao longo de dez capítulos, o documentário atravessa o universo das redes sociais, da inteligência artificial, dos jogos online e até de comunidades que vivem off-line por convicção. O tom oscila entre o divertimento e uma inquietação crescente, como se Herzog estivesse documentando o nascimento de algo que ainda não compreendemos.
Estreia e legado
O filme teve sua première mundial no Sundance Film Festival de 2016, reforçando a parceria de Herzog com a produtora Skydance. A estreia nos cinemas brasileiros aconteceu em 16 de março de 2017, em circuito limitado voltado ao público de documentários e cinema de autor.
Embora não tenha figurado entre os grandes indicados ao Oscar, a obra entrou no circuito de festivais internacionais e consolidou a presença de Herzog no debate sobre tecnologia e humanidade. Em retrospecto, o filme envelheceu de forma curiosa: boa parte das perguntas que ele fazia em 2016 sobre dependência digital soa ainda mais pertinente hoje, em meio à expansão da inteligência artificial generativa.
Para fãs do diretor, a obra funciona como uma peça complementar à filmografia que inclui títulos como O Enigma de Kaspar Hauser e Caverna dos Sonhos Esquecidos, ambos movidos pela mesma busca por respostas improváveis.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Werner Herzog transforma um tema potencialmente árido em algo cinematográfico. A voz off, os enquadramentos e o ritmo dão ao documentário uma textura rara entre obras sobre tecnologia.
Ponto fraco: quem espera uma análise aprofundada de algum aspecto específico — como privacidade, algoritmos ou criptomoedas — pode sentir que o filme apenas arranha a superfície antes de saltar para o próximo entrevistado.
No fim, é um documentário sobre perguntas, não sobre respostas. Funciona melhor como experiência reflexiva do que como panorama didático.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi produzido em tempo recorde: Herzog gravou as entrevistas em poucos dias após receber a proposta da Skydance.
- O título original, Lo and Behold, faz referência a uma fala de Hamlet de Shakespeare, usada para evocar espanto diante do mundo digital.
- Entre os depoimentos, há um trecho com astronautas da Estação Espacial Internacional, mostrando como a internet se tornou vital até fora da Terra.
Perguntas frequentes
Eis os Delírios do Mundo Conectado é um documentário?
Sim. Dirigido por Werner Herzog, é um documentário dividido em dez capítulos que exploram diferentes aspectos da vida conectada.
Onde assistir Eis os Delírios do Mundo Conectado online?
O filme está disponível em catálogos de aluguel digital e em algumas plataformas de streaming. Consulte a lista de cinemas e streamings exibida mais acima para verificar a oferta atualizada.
O documentário tem cena pós-créditos?
Não. Por se tratar de um documentário fragmentado em capítulos, não há cena pós-créditos nem elementos extras após o encerramento.
Pra quem é este filme:
- Entusiastas de ensaios cinematográficos e do cinema de Werner Herzog, especialmente quem já conferiu Fitzcarraldo ou O Homem-Urso.
- Pessoas interessadas em filosofia da tecnologia, cultura digital e debates sobre o futuro da internet.
- Curiosos que gostam de documentários fragmentados, com estrutura temática em vez de narrativa linear.
Título original: Lo and the Behold Reveries of the Connected World
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 16/03/2017
Distribuidora: Festival
Diretor: Werner Herzog