Veja o trailer do filme Ed Wood

Ed Wood

O Filme

Ed Wood não é um filme sobre o melhor cineasta de Hollywood. É sobre o pior — e, justamente por isso, virou um dos retratos mais carinhosos já feitos sobre alguém que se recusa a parar de filmar.

Dirigido por Tim Burton, o longa mergulha nos anos 50 e acompanha o diretor Edward D. Wood Jr. (Johnny Depp) enquanto ele junta uma trupe de atores desajustados, sonha com estúdios grandes e produz alguns dos títulos mais execrados da história do cinema.

No centro da história está a relação improvável entre Wood e o astro húngaro Bela Lugosi, em fim de carreira, viciado em morfina e precisando de alguém que acredite nele. Ao redor deles, um elenco colorido que inclui Bill Murray, Sarah Jessica Parker e Jeffrey Jones.

Mais do que uma biografia convencional, o filme funciona como uma comédia dramática sobre fracasso criativo, lealdade e a estranha magia de fazer cinema sem talento — mas com paixão de sobra.

Estreia e Legado

Lançado nos cinemas em 27 de setembro de 1994 nos Estados Unidos, Ed Wood chegou ao Brasil em 6 de abril de 1995. Na época, o filme não foi exatamente um estouro de bilheteria — estúdio e público ainda digeriam o fracasso comercial de Alice no País das Maravilhas anos antes.

Com o tempo, virou cult. Hoje é lembrado como um dos trabalhos mais pessoais de Burton e como a consagração de Martin Landau, que levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua encarnação devastadora de Bela Lugosi.

Apareceu nas listas de melhores filmes dos anos 90 da Sight & Sound, da Time e de veículos como o AFI. Tornou-se referência obrigatória em qualquer discussão sobre ficção biográfica excêntrica e ajudou a consolidar a estética preto-e-branca como assinatura autoral em Hollywood.

Vale o Ingresso?

Ponto alto: o elenco. Johnny Depp faz de Ed Wood um protagonista magnético — vulnerável, sem noção, e estranhamente adorável. Martin Landau rouba qualquer cena em que entra com um Bela Lugosi trágico, orgulhoso e ainda magnético.

A direção de arte preto-e-branca (foto de Stefan Czapsky) recria os anos 50 com capricho milimetricamente cafona, emulando os próprios filmes ruins de Wood. A trilha sonora de Howard Shore mistura rockabilly e temas circenses com precisão cirúrgica.

Ponto fraco: quem espera um filme de Tim Burton com fantasia macabra no estilo Edward Mãos de Tesoura ou A Noiva Cadáver pode estranhar. A fantasia aqui é mais de cenário do que de roteiro, e o terceiro ato perde um pouco de fôlego ao listar a filmografia decadente do protagonista.

Curiosidades dos Bastidores

  • Martin Landau recusou o papel três vezes antes de aceitar, com medo de cair no ridículo. Depois de gravar a primeira cena, voltou para casa e chorou de alívio.
  • As roupas usadas por Johnny Depp foram costuradas pela mesma costureira que trabalhou com Ed Wood nos anos 50.
  • O filme foi a primeira cinebiografia hollywoodiana rodada inteira em preto e branco desde o clássico Amargo Pesadelo (1955), de Marty Ritt.

Perguntas Frequentes

Ed Wood (1995) é baseado em fatos reais? Sim. O filme é uma adaptação do livro Nightmare of Ecstasy, de Rudolph Grey, sobre a vida real do diretor Edward D. Wood Jr., considerado há décadas o pior diretor da história do cinema em enquetes como a do Golden Turkey Awards.

Ed Wood tem cenas pós-créditos? Não. O longa termina em tom agridoce logo após a sequência de Glen or Glenda, sem nenhuma cena extra depois dos créditos finais.

Onde assistir Ed Wood online? O filme já passou por serviços de streaming e edições em Blu-ray com extras. Consulte a grade dos streamings abaixo para ver se está disponível na sua assinatura.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema que adoram bastidores de Hollywood e cinebiografias excêntricas (Ed Wood, Hitchcock).
  • Apreciadores do cinema de Tim Burton em seu modo mais contido e melancólico, distante do visual gótico de costume.
  • Caçadores de performances marcantes: quem gosta de estudar atuações de Oscar vai encontrar aqui uma aula de Martin Landau como Bela Lugosi.