Veja o trailer do filme Drive

Drive

Sobre o que é Drive

Em Drive, Toby Wong, um fugitivo vindo de Hong Kong, aporta nos Estados Unidos escondido em um navio de carga. Ele carrega no peito um módulo experimental de bio-energia capaz de multiplicar sua velocidade humana a níveis sobre-humanos.

O chip é cobiçado: uma recompensa de 5 milhões de dólares paira sobre a cabeça de Toby. Logo nas docas ele cai numa emboscada e obriga um homem comum a dirigi-lo até Los Angeles, oferecendo metade da recompensa como pagamento.

O que era para ser uma fuga direta vira uma sequência de perseguições, lutas de artes marciais e confrontos com capangas. Para piorar, os dois acabam algemados um ao outro, obrigando a dupla improvável a cooperar ou morrer tentando.

Estreia e legado

Drive chegou aos cinemas brasileiros em 2 de março de 2012, distribuídos pela Imagem Filmes. O longa integra a leva de filmes de ação dos anos 90 que migraram para o home video e, anos depois, ganharam releitura em home video e streaming.

É o tipo de produção que ajudou a consolidar Mark Dacascos como ícone da ação B, ao lado de astros como Cynthia Rothrock e os títulos estilo Cannon que pipocavam nas locadoras. A premissa do bio-módulo virou influência discreta em outras obras de ficção científica B e até em games de corrida cyberpunk.

Hoje, o filme é lembrado com carinho por quem cresceu alugando fitas VHS e por colecionadores de mídia física que procuram edições raras em DVD. Não tem indicação ao Oscar nem marcou o Festival de Cannes, mas tem lugar cativo na prateleira de quem ama ação com pegada sci-fi barata e lutas bem coreografadas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: as coreografias de luta de Mark Dacascos, especialmente a sequência em que Toby derrota diversos bandidos mesmo algemado. O conceito do bio-módulo é curioso e bem explorado nas cenas em que o personagem atinge velocidade absurda, e o elenco de apoio entrega vilões caricatos com carisma, como o habitual Ron Perlman.

Ponto fraco: o roteiro é funcional e não vai além da premissa genérica de "fugitivo com poder cobiçado". O casal algemado rende pouco em química e algumas cenas de carro abusam de stock footage visível. Faltou um diretor com pulso mais autoral — Steve Wang entrega eficiência, mas sem assinatura.

Curiosidades

  • O filme foi originalmente produzido em 1997, mas só ganhou distribuição em alguns mercados latino-americanos anos depois, o que explica a estreia brasileira em 2012.
  • A coreografia das lutas com Toby algemado exigiu dobrês de risco e tomadas de longo alcance para esconder a limitação dos movimentos.
  • Mark Dacascos fazia a maioria das próprias cenas de ação na época, consolidando sua fama de astro que dispensa dublê para golpes de perna.

Perguntas frequentes

Drive tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina antes dos créditos e não há cena extra nem teaser escondido.

É o mesmo Drive do Ryan Gosling?

Não. O Drive de 2011, dirigido por Nicolas Winding Refn e estrelado por Ryan Gosling, é um suspense neo-noir totalmente diferente. Este aqui é o longa de 1997 com Mark Dacascos, de ação e ficção científica.

Drive vale a pena?

Vale para quem gosta de ação B dos anos 90, lutas de artes marciais e premissa sci-fi curiosa. Não espere um drama denso ou crítica social: é entretenimento puro, com execução competente e elenco carismático.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Mark Dacascos e do cinema de artes marciais dos anos 90, especialmente o estilo Kung Fu Panda 3 em sua veia mais pé de chinelo.
  • Caçadores de filmes B com premissa sci-fi maluca, do tipo bio-módulo implantado no peito e velocidade sobre-humana em perseguições de carro.
  • Colecionadores de VHS e DVD de ação direta para vídeo, que conhecem de cor os filmes da Ficção Científica distribuídos pela Imagem Filmes nos anos 2000.