Veja o trailer do filme Dredd

Dredd

Dredd

O que é Dredd

No futuro pós-apocalíptico, a humanidade se amontoa em Mega City Um, uma megalópole gigantesca cercada por deserto radioativo. Os crimes precisam de resposta rápida, e é aí que entram os Juízes: policiais com poder de julgar e executar na hora.

O Karl Urban interpreta Dredd, o juiz mais durão da corporação, desta vez encarregado de avaliar a novata Cassandra, vivida por Olivia Thirlby, uma juíza com poderes de leitura mental.

O teste dos dois em patrulha dá errado quando prendem um membro do cartel de Ma-Ma, papel da Lena Headey. O que era para ser uma ronda vira um cerco de andares em um enorme bloco de apartamentos controlado por traficantes armados até os dentes.

Como Dredd nasceu e por que virou cult

Dredd estreou nos cinemas em 21 de setembro de 2012, distribuído pela Paris Filmes, como uma adaptação mais sombria e fiel do personagem dos quadrinhos da revista 2000 AD.

O longa chegou com marketing modesto e foi um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando pouco mais de 13 milhões de dólares. Mas no mercado internacional e no home video, virou fenômeno. Hoje é um clássico cult.

Com o tempo, entrou na lista de filmes de ficção científica indispensáveis para fãs de distopia violenta. O visual sujo, o uso criativo da droga chamada Slow-Mo, que distorce o tempo na tela, e a violência gráfica brutal viraram marca registrada.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a violência estilizada, o uso inteligente do Slow-Mo e a química entre Karl Urban e Olivia Thirlby. O filme não tem firula, é pancadaria do começo ao fim, com coreografia bem feita e sem heroísmo barato.

Ponto fraco: o roteiro é fino, o vilão é genérico e o desenvolvimento de mundo é jogado em diálogos expositivos. Se você busca profundidade narrativa, vai sair frustrado.

No fim, funciona como uma viagem de elevador do inferno, simples, direta e muito estilosa.

Por trás das câmeras

  • O filme foi rodado em 3D nativo com câmeras digitais antigas chamadas SI-2D, que capturavam em altíssima resolução, o que possibilitou o efeito Slow-Mo usado ao longo de toda a trama.
  • Karl Urban mal tira o capacete durante as filmagens, o que obrigou o ator a usar um sistema de comunicação interno no set, e gerou a piada de bastidor sobre o elenco nunca ter visto o rosto dele.
  • O longa foi um fracasso de bilheteria nos EUA, mas explodiu no Reino Unido e na venda digital, o que manteve viva a chama do personagem por uma década e inspirou a série animada.

Perguntas frequentes

Dredd (2012) vale a pena?

Sim, para quem curte ação extrema e ficção científica sem floreio. Não espere trama densa, espere pancadaria estilizada e dois personagens carismáticos em 95 minutos de tiroteio contínuo.

Dredd tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina seco, sem gancho. Você pode levantar da poltrona assim que a tela escurece pela primeira vez.

Dredd faz parte de qual universo cinematográfico?

Não está conectado a nenhum outro filme. É uma história fechada, ambientada em um futuro adaptado dos quadrinhos britânicos da revista 2000 AD.

Qual é a classificação etária de Dredd?

O longa é recomendado para maiores de 18 anos, por causa da violência gráfica explícita e do uso de drogas, ainda que fictícias.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de quadrinhos adultos e anti-heróis sem concessões, como Punisher e RoboCop.
  • Viciados em ação dos anos 80, com tiroteio em corredores, estética cyberpunk e humor negro.
  • Quem curte ficção científica distópica suja, estilo Mad Max e BR 2049, sem delicadeza.