Veja o trailer do filme Do Fundo do Mar

Do Fundo do Mar

Do Fundo do Mar

Sobre o que é Do Fundo do Mar

Um laboratório submerso no meio do oceano serve de base para uma experiência de alto risco: aumentar o cérebro de tubarões para extrair uma possível cura para o Mal de Alzheimer.

A premissa já entrega o problema. Mexer com genetic de predador alfa dentro de uma caixa d'água não termina bem, e a diretora científica Susan McAlester, vivida por Saffron Burrows, sabe bem disso. O financiamento de 200 milhões veio do milionário Russell Franklin, interpretado por Samuel L. Jackson, que aparece justamente para auditar a bagunça.

Quando os tubarões ficam mais espertos, mais rápidos e muito mais furiosos, a equipe vira presa dentro de uma base que já foi esconderijo de submarino. O resto é pancadaria molhada, tensão claustrofóbica e a regra clássica de filme de monstro: ninguém está seguro, nem mesmo quem parece protagonista.

Estreia e legado

Do Fundo do Mar chegou aos cinemas brasileiros em 12 de novembro de 1999, no fim da era de ouro do suspense B com orçamento milionário. Não foi o campeão de bilheteria de 1999 — perdeu espaço para Pulp Fiction e O Sexto Sentido, por exemplo — mas cravou seu lugar no circuito de午夜场 e locadoras.

Hoje é lembrado como um dos grandes guilty pleasures do ação dos anos 90 e, principalmente, por uma das mortes mais impactantes já filmadas em Hollywood. Tarantino chegou a listar a cena como uma das favoritas dele, o que ajudou a transformar o filme em cult. Não ganhou nenhum grande prêmio, mas continua aparecendo em listas de "melhores tubarões assassinos da história do cinema".

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção de Renny Harlin imprime um ritmo quase perfeito para o gênero. Ele entende que tubarão precisa de espaço, som e timing — não de explicações longas. A cena de abertura no barco funciona como aviso: este filme não negocia adrenalina.

Os tubarões práticos, com olhos mecânicos que de fato olham para a câmera, envelheceram de um jeito estranho que até ajuda. É CGI datado, mas com personalidade, bem diferente da plasticidade genérica dos blockbusters atuais.

Ponto fraco: o roteiro tropeça no terceiro ato. O elenco de personagens é grande demais para o tempo de tela, então várias mortes parecem existir só para baixar o elenco. O subtexto científico também é mais decorativo do que sério — quem busca ficção científica consistente vai perceber que a genética foi tratada como tempero, não como tema.

  • A famosa morte no meio do filme foi improvisada: o diretor Renny Harlin e Jackson só contaram a Thomas Jane, e o grito de pânico da cena é reação genuína do ator.
  • O roteiro original não tinha nenhuma morte de personagem principal; foi o próprio Jackson quem sugeriu que Franklin deveria morrer para chocar o público.
  • A pesquisa genética de Alzheimer no filme é totalmente fictícia, mas o astro Samuel L. Jackson chegou a doar dinheiro para instituições reais de pesquisa da doença depois das filmagens.

Do Fundo do Mar é um filme de terror ou de ação?

É os dois. O núcleo é um ação com claras influências do subgnero de "animais assassinos", então a tensão vem do suspense de tubarão e a diversão vem das cenas de pancadaria e explosões.

Do Fundo do Mar tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma definitiva logo após o terceiro ato, sem gancho extra antes ou depois dos créditos.

Do Fundo do Mar é baseado em fatos reais?

Não. A premissa da pesquisa genética com tubarões para Alzheimer é totalmente inventada, embora use como pano de fundo pesquisas reais sobre o cérebro de peixes cartilaginosos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de filmes de tubarão e criaturas que adoram reviver os clássicos dos anos 90 em noites de pipoca.
  • Quem cresceu alugando VHS de terror e ação B e procura aquele clima específico de "pessoas presas com monstro".
  • Entusiastas de Samuel L. Jackson que querem ver o ator em fase pré-Nick Fury, no auge da pose de chefão.